Pelo menos 31 migrantes morreram no naufrágio registrado no litoral da Gâmbia em 1º de janeiro, em um barco que iria para a Europa, e "muitos outros desapareceram e provavelmente morreram", anunciou nesta segunda-feira (5) o governo do país africano.
O barco zarpou em 31 de dezembro à noite com mais de 200 pessoas a bordo. Um balanço anterior falava de sete mortos. O presidente da Gâmbia, Adama Barrow, ressaltou na sexta-feira que seu país estava "de luto" por essa tragédia.
"Quinze corpos foram achados na Gâmbia e 16 no Senegal, muitos outros desapareceram e estão provavelmente mortos", indicou o governo, que detalhou que 102 pessoas foram resgatadas, das quais 23 seguem hospitalizadas.
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Segundo o governo, uma investigação foi iniciada para averiguar "quem é o responsável pelos acontecimentos que levaram a essa catástrofe". Alertada por um pedido de auxílio, a Marinha nacional gambiana lançou na quinta-feira, 1º de janeiro, uma operação de busca e resgate, na qual participaram vários navios da Marinha e um barco-pesqueiro que compareceu em apoio, segundo o comunicado. A embarcação acidentada foi encontrada encalhada em um banco de areia.
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Milhares de pessoas originárias da África Ocidental tentam há anos migrar de forma clandestina de seus países tomando a perigosa rota atlântica para a Europa, principalmente através do arquipélago espanhol das Canárias, a bordo de embarcações sobrecarregadas e frequentemente precárias. Milhares de pessoas morreram nos últimos anos tentando chegar à Europa dessa maneira.
Fonte:O Globo