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Navio de ajuda humanitária com destino a Gaza pega fogo após suposto ataque de drone na costa de Malta
Foto: Reprodução

Embarcação levaria a ativista Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila até o enclave para ‘desafiar o cerco e bloqueio ilegais de Israel’, diz organização

Um navio de ajuda humanitária com destino a Faixa de Gaza pegou fogo e emitiu um sinal de socorro na madrugada desta sexta-feira, após supostamente ter sido atingido por drones em águas internacionais, na costa de Malta.

 

A Freedom Flotilla Coalition (FFC), organização que faz campanha pelo fim do bloqueio de Israel a Gaza, disse que ativistas estavam a bordo da embarcação quando o suposto ataque das forças israelenses, segundo a FFC, ocorreu. A ativista climática Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila estavam entre as pessoas que deveriam embarcar no navio.

 

— Eu fazia parte do grupo que deveria embarcar naquele barco hoje para continuar a viagem rumo a Gaza, que é uma das muitas tentativas de abrir um corredor humanitário e fazer nossa parte para tentar romper o cerco ilegal de Israel a Gaza — disse Greta, acrescentando que o ataque “tornou impossivel continuar a misão”.

 

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— O que é certo é que nós, ativistas de direitos humanos, continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para cumprir nosso papel, exigir uma Palestina livre e pedir a abertura de um corredor humanitário.

 

As Forças Armadas de Malta confirmaram que houve um incêndio em um navio, que depois foi extinto. O governo local afirmou que o navio transportava 16 pessoas, sendo doze tripulantes e quatro passageiros civis, e que não houve feridos a bordo. A ONG, por sua vez, declarou que havia 30 pessoas a bordo. Em nota posterior, a administração de Malta anunciou que um rebocador foi enviado para ajudar a embarcação atingida e “apoiar os esforços internos de combate ao incêndio”, mas que os tripulantes se recusaram a embarcar nele.

 

O navio, Conscience, estava indo para Malta, onde um grande contingente de ativistas deveria embarcar antes de partir para Gaza, a mais de 1,6 mil quilômetros de distância. Ele ainda não havia chegado ao porto no momento do ataque. A FFC pediu que embaixadores israelenses prestassem contas por “violações do direito internacional, incluindo o bloqueio contínuo e o bombardeio da embarcação civil”. O Exército de Israel disse que está analisando os relatos sobre o ataque.

 

A Freedom Flotilla Coalition publicou um vídeo mostrando um incêndio no navio. Segundo a coalizão, o ataque parece ter mirado o gerador, o que deixou a embarcação sem energia e sob risco de afundamento. Chipre respondeu ao sinal de socorro enviando uma embarcação, informou a entidade beneficente, mas afirmou que ela não estava “fornecendo o suporte elétrico crítico necessário”.

 

A coalizão faz campanha pelo fim do bloqueio de Israel a Gaza, que também enfrenta crescente condenação internacional. No mês passado, os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido, da França e da Alemanha classificaram como “intolerável” a decisão israelense de bloquear ajuda humanitária. Há dois meses, Israel fechou todas as passagens para Gaza — impedindo a entrada de alimentos, combustíveis e medicamentos — e depois retomou sua ofensiva militar, encerrando um cessar-fogo de dois meses com o Hamas.

 

Algumas organizações humanitárias, como o Programa Mundial de Alimentos (PMA), afirmam já ter esgotado seus estoques de comida, enquanto cozinhas comunitárias dizem que os seus suprimentos estão se esgotando rapidamente, publicou a rede britânica BBC. Nesta sexta-feira, a Cruz Vermelha afirmou que a resposta humanitária em Gaza estava à beira do “colapso total”.

 

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O Exército israelense lançou sua ofensiva militar em resposta a um ataque sem precedentes realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, no qual cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e outras 251 foram feitas reféns. Desde então, pelo menos 52,4 mil pessoas foram mortas em Gaza na guerra que se seguiu, segundo o Ministério da Saúde do território. 

 

Fonte: O Globo

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