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10/11/2019

Navio fantasma deixou rastro negro no mar do Nordeste antes de óleo chegar às praias

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Foto: Felipe Iruatã

Óleo na Praia do Rio Vermelho, em Salvador

 Um navio que passou no litoral potiguar em 24 de julho e deixou um rastro negro visível numa imagem de satélite não era localizável por meio de transponder na ocasião, sinal de que pode ser uma embarcação fantasma. A informação é da multinacional grega Marine Traffic , que monitora tráfego naval no planeta inteiro.


A empresa fez uma busca em seu banco de dados para cruzar com a imagem de satélite, que mostrava a embarcação 40 km ao norte de São Miguel do Gostoso (RN) entre 8h e 8h06 do dia 24 de julho.

 

A foto mostrava três pontos brancos (embarcações), mas os dados de transponder registraram a presença de apenas uma: um cargueiro de veículos americano, que navegava na direção contrária ao rastro observado, portanto não poderia tê-lo gerado.

 

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O navio é alvo de cientistas na investigação sobre derramamento de óleo no Nordeste. A imagem de satélite em questão foi encontrada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) , da Universidade Federal do Alagoas, no banco de dados do satélite europeu Sentinel-1A.

 

Segundo Humberto Barbosa, cientista que lidera o laboratório em Maceió, os sensores usados para fazer a imagem são adequados para capturar o contraste entre óleo e água, porque leem propriedades elétricas da água. O satélite não fez o acompanhamento da embarcação porque aquele sensor específico só registra aquela região do litoral uma vez a cada 12 dias.

 

A Marine Traffic, que tem sede na Grécia, porém, registrou as trajetórias dos cinco navios gregos que o governo brasileiro destacou como suspeitos pelo derramamento. Mas, segundo o Lapis, nenhum deles teve trajetória que se encaixasse na fotografia. Eles são o Bouboulina (tido pela Marinha como principal suspeito), Maran Apollo, Maran Libra, Cap Pembroke e Minerva Alexandra.

 

Barbosa, que analisou as rotas levantadas pela Marine Traffic, diz que não acredita, em princípio, na culpabilidade de nenhum deles.

 

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— Datas e outras particularidades eliminam a suspeita — afirma.

 

Os nomes dos navios foram divulgados pela empresa Delta Tankers , operadora do Bouboulina, que recebeu cópia do ofício que o governo do Brasil enviou à autoridade naval da Grécia.

 

O Globo

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