Cerca de 5.600 pessoas estão desaparecidas desde o desastre causado pelo colapso de uma geleira no Himalaia, na fronteira entre Nepal e Tibete
O Nepal estima em cerca de R$ 24,4 bilhões o custo da reconstrução após as enchentes e deslizamentos que atingiram o país no fim de agosto. A tragédia deixou mais de 1.400 mortos, além de milhares de desaparecidos e um cenário de destruição em diversas regiões.
As fortes enxurradas atingiram principalmente áreas montanhosas e provocaram a destruição de casas, estradas, pontes e instalações de energia. A força da água também isolou comunidades e dificultou o trabalho das equipes de resgate e atendimento às vítimas.
O desastre provocou ainda graves prejuízos ao setor de infraestrutura. Projetos hidrelétricos, vias de transporte e outras estruturas essenciais foram danificados, aumentando os desafios para a retomada dos serviços e para a reconstrução das áreas atingidas.
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Diante da dimensão dos danos, o governo nepalês busca apoio financeiro internacional para custear a recuperação. As autoridades defendem que organismos internacionais e países desenvolvidos contribuam com recursos para a reconstrução de um país que possui participação muito pequena nas emissões globais de gases de efeito estufa.
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Foto: Prakash MATHEMA / AFP
O Nepal também enfrenta dificuldades para localizar pessoas que continuam desaparecidas após os deslizamentos e enchentes. Equipes de emergência trabalham em áreas de difícil acesso, enquanto sobreviventes precisam de abrigo, alimentos, atendimento médico e outros serviços básicos.
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A reconstrução deverá levar anos e envolver não apenas a recuperação das moradias destruídas, mas também de estradas, pontes, sistemas de energia e outras estruturas essenciais. O governo ainda terá de adotar medidas para reduzir os impactos de novos eventos extremos em uma região especialmente vulnerável às mudanças climáticas.