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Netanyahu enfrenta saída de delegações e mira críticos durante discurso na ONU
Foto: Divulgação

Primeiro-ministro israelense atacou adversários, defendeu as ações de Israel em Gaza e criticou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, durante a Assembleia Geral

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez nesta quinta-feira (24/9) um discurso marcado por críticas a adversários e defensores da causa palestina durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Antes mesmo do início da fala, dezenas de representantes de países deixaram o plenário, em um protesto contra a presença do líder israelense. O Brasil esteve entre as delegações que se retiraram.

 

Com o salão parcialmente esvaziado, Netanyahu afirmou que aqueles que permanecessem no local deveriam ouvir sua defesa de Israel. O premiê também criticou os representantes que deixaram a sessão e classificou os críticos de seu governo como responsáveis pela disseminação de informações que, segundo ele, seriam falsas.

 

Netanyahu voltou a defender as ações militares israelenses na Faixa de Gaza e rejeitou as acusações de genocídio feitas contra Israel. Segundo ele, o país estaria agindo para impedir uma ameaça semelhante contra sua população.

 

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O primeiro-ministro também utilizou recursos visuais durante o discurso, repetindo uma estratégia adotada em aparições anteriores na ONU. Entre os objetos apresentados estavam um pager, usado para fazer referência ao Hezbollah, e um aparelho de internet Starlink, citado ao abordar as restrições de comunicação impostas pelo governo iraniano.

 

Outro dos principais alvos do discurso foi Zohran Mamdani, prefeito de Nova York. Netanyahu acusou o político de fazer declarações falsas contra Israel e afirmou que ele estaria apoiando grupos ligados ao Hamas. A fala ocorreu após Mamdani ter criticado duramente a atuação israelense na guerra em Gaza.

 

Netanyahu também afirmou que Israel não cometeu genocídio e declarou que o país teria evitado um cenário dessa natureza contra sua própria população. O primeiro-ministro ainda mencionou o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 e o comparou aos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

 

Mamdani respondeu às declarações e afirmou que Netanyahu estaria utilizando o discurso para tentar rebater as acusações feitas contra o governo israelense. O prefeito também mencionou o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Netanyahu, relacionado a acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

 

A relação entre os dois já vinha sendo marcada por confrontos públicos. Antes da visita de Netanyahu a Nova York, Mamdani havia declarado que pretendia prendê-lo caso tivesse autoridade para isso, em referência ao mandado do Tribunal Penal Internacional. Posteriormente, o prefeito reconheceu que não teria competência legal para realizar a prisão.

 

Durante o discurso, Netanyahu também criticou governos que adotaram medidas contra Israel em razão da expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada. O premiê rejeitou acusações de colonialismo e defendeu a atuação de cidadãos israelenses que vivem nos territórios disputados.

 

A passagem de Netanyahu pela ONU ocorre em meio à continuidade da guerra iniciada após o ataque do Hamas contra Israel, em outubro de 2023. Segundo dados das autoridades de saúde de Gaza citados por veículos internacionais, o conflito já provocou mais de 73 mil mortes palestinas. Israel rejeita as acusações de genocídio e afirma que suas operações têm como alvo o Hamas.

 

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A Assembleia Geral da ONU reúne líderes dos 193 Estados-membros entre 22 e 28 de setembro, durante o Debate Geral da 81ª sessão. O encontro deste ano tem como tema a reconstrução da confiança, a transformação e o fortalecimento da cooperação internacional. 

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