O deputado federal NIkolas Ferreira (PL) foi denunciado pelo MP pela suposta prática de crimes eleitorais durante as eleições de 2024
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) divulgou uma manifestação sugerindo que o promotor Renato Augusto de Mendonça, responsável por ajuizar a ação eleitoral que acusa o parlamentar e aliados de crimes eleitorais durante o segundo turno das eleições municipais de Belo Horizonte em 2024, teria vínculos com a esquerda.
O parlamentar faz a alegação dizendo que o promotor foi um dos signatários de um manifesto contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em abril de 2016.
Para Nikolas, o documento, assinado por um grupo de membros do Ministério Público, “conclamava deputados federais a votarem contra a destituição de Dilma Rousseff no Congresso Nacional, e classificava o processo de impeachment como um “ataque à democracia” e um “retrocesso político”.
Veja também

Eduardo Bolsonaro diz que Moraes ''desafia'' Trump após decisão no STF
Moraes afirma que Eduardo Bolsonaro tenta interferir em ação penal da trama golpista
Em nota enviada ao Metrópoles, o parlamentar destacou que o manifesto está disponível na internet, mas que originalmente foi divulgado em sites de entidades vinculadas ao Ministério Público. A reportagem entrou em contato com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e aguarda posicionamento. O espaço para resposta segue aberto.
A denúncia aponta que Nikolas, outros dois deputados estaduais em exercício e uma militar reformada, disseminaram intencionalmente informações falsas contra o então candidato à reeleição para prefeito Fuad Jorge Noman Filho (hoje falecido).
“Estão querendo me deixar inelegível porque denunciei um livro pornográfico do antigo prefeito de Belo Horizonte. Uai, não posso falar e denunciar mais não? É muita coincidência que só parlamentares de direita são perseguidos neste país”, disse Nikolas.
“Distorção”
De acordo com o MP, Nikolas e aliados distorceram uma obra literária de Fuad e o associaram falsamente a uma suposta exposição de crianças a conteúdo impróprio em um festival de quadrinhos promovido pela prefeitura. Ainda segundo o MP, o propósito dos denunciados era desqualificar Fuad e tirar vantagem política sobre o adversário no segundo turno.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
“Os crimes de divulgação de fatos sabidamente inverídicos e difamação ocorreram nos últimos dias de campanha eleitoral por meio de rádio, televisão, internet e redes sociais, o que potencializou a disseminação da desinformação e das ofensas”, diz o MP.
Fonte: Metrópoles