O pedreiro Edilson Takahara chamou a atenção durante um julgamento realizado no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), em Manaus. Sem advogado, ele compareceu pessoalmente à sessão para defender seu pedido de reconhecimento de vínculo empregatício com uma empresa onde trabalhou durante uma obra na capital amazonense.
Edilson contou que decidiu assumir a própria defesa depois que um advogado deixou o processo ser extinto. Para se preparar, estudou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e os detalhes do processo. Durante cerca de 10 minutos, apresentou seus argumentos aos magistrados e contestou a versão da empresa de que teria trabalhado como autônomo.
O trabalhador afirmou que a empresa teve oportunidade de apresentar novas provas durante o processo, mas não teria apresentado documentos que comprovassem uma contratação por empreitada ou pagamentos referentes a serviços específicos. Ao final da sustentação, pediu que o recurso da empresa fosse rejeitado e que seus próprios argumentos também fossem considerados.
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A atuação surpreendeu os magistrados. O relator, Sandro Nahmias Melo, elogiou a preparação de Edilson e chegou a brincar que ele poderia mudar de profissão. “Pode mudar de profissão porque a lógica de argumentos acaba sendo melhor do que muitas sustentações que essa turma tem ouvido”, afirmou o magistrado.
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O juiz Audari Matos Lopes também destacou a atuação do pedreiro e ressaltou a importância de um cidadão poder defender pessoalmente seus interesses. A votação terminou de forma unânime, seguindo o voto do relator, e Edilson ainda recebeu os parabéns da presidente da sessão pela organização e pelo raciocínio apresentado durante a defesa.
VEJA VÍDEO:
?? Pedreiro faz sustentação oral e é parabenizado: "Pode mudar de profissão"
— Metrópoles (@Metropoles) August 28, 2026
Edilson Takahara é pedreiro e fez uma sustentação oral no TRT-11 pelo próprio processo contra uma empresa
Leia na coluna Grande Angular, de @lilian_tahan e @tr_isadora pic.twitter.com/494Nazr3Ls