Gerente da base do Galo, Luiz Carlos Azevedo acompanhou todo o processo de formação do meia-atacante no Flamengo e relembrou período no time carioca, venda ao Real Madrid e busca para resgatar a confiança no Galo
Reinier despontou como um dos grandes nomes da geração 2002. Vestiu a 10 da Seleção na base, ganhou espaço no profissional do Flamengo e logo se viu no maior time do planeta: o Real Madrid.
Agora, aos 23 anos, tenta resgatar, no Atlético-MG, o futebol que o fez ser colocado como sucessor de Vinícius Júnior e Lucas Paquetá. Dar o passo que não conseguiu alcançar na Europa.
Quando surgiu, o meia-atacante era colocado como um dos melhores do mundo na sua idade. A expectativa era de que Reinier se transformaria em um jogador extraclasse. Fez parte de uma safra grandiosa da base do Flamengo.
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Ao ser vendido ao Real Madrid, não atendeu as expectativas. Aos 23 anos, tenta retomar o caminho que o colocou como protagonista do cenário nacional.
— Acredito que sim (entregar o futebol que se criou expectativa quando surgiu no Flamengo). Eu tenho 23 anos, como falei, é bom ter a felicidade, retomar a confiança. Isso é importante. Posso dar a volta por cima - disse o meia-atacante.
Reinier foi a terceira venda mais cara da história do Flamengo - 30 milhões de euros (R$ 136 milhões). Só perde para Vinícius Jr - 45 milhões de euros (R$ 164 milhões) - e Lucas Paquetá - 35 milhões de euros (R$ 151 milhões) - nascidos em 2000 e 1997, respectivamente. Badalado e com números impressionantes nas categorias de base.
Era o camisa 10 da Seleção Sub-17. Estreou no time principal do Flamengo em 2019 - ano da equipe mágica de Jorge Jesus - Campeão da Libertadores e do Brasileiro.
Quem relembra do surgimento do meia-atacante é Luiz Carlos de Azevedo, gerente da base do Atlético. Ele coordenava o setor de captação no Rubro-negro carioca, na época de Reinier.
— Meu primeiro contato com ele foi no Sub-13. Acompanhei todo o processo de desenvolvimento dele até chegar ao profissional do Flamengo. Sempre foi muito protagonista. A geração 2002 do Flamengo foi protagonista. Jogadores que foram campeões mundiais Sub-17, Carioca, da Copa do Brasil.
- Reinier é um atleta que sempre se destacou muito pela capacidade técnica de fazer gols. Um atleta de protagonismo. Jogava como um camisa 10. Ele mostrou que era um dos principais atletas da geração 2002 no mundo.
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Foto:Reprodução
Pelo Flamengo, Reinier disputou 15 jogos no profissional. Marcou seis gols e teve duas assistências. Assim que completou 18 anos, foi vendido ao Real Madrid.
No time espanhol, sequer chegou a jogar. Iniciou uma série de empréstimos para ganhar minutagem: Borussia Dortmund (Alemanha) Girona (Espanha) Frosinone (Itália) e Granada (Espanha).
Nessa rodagem, disputou 105 partidas no período, com sete gols marcados e oito assistências. Para ele, o melhor momento foi no Girona, mas uma lesão o atrapalhou a ter uma sequência.
— No Girona, assim que cheguei, fui titular. Infelizmente, tive uma lesão. Fiz quatro jogos bons. O pessoal do Brasil não acompanha os times menores lá. Na Itália também fiz bons jogos. Infelizmente, tive uma lesão. Depois, o treinador optou por eu ir entrando. Fiz bons jogos, mas faltaram números. Cresci bastante como jogador nos empréstimos.
No Real Madrid, ele voltou a refutar a ideia que não deu certo. Para ele, não recebeu as oportunidades que merecia.
"Quando cheguei ao Real Madrid, eu já sabia que seria emprestado, que passaria seis meses no time B. A vaga de estrangeiro já estava ocupada. Teve a pandemia, que foi bem diferente, fiquei três meses sem jogar"
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— Logo ocorreu o empréstimo ao Borussia, mas as coisas não deram certo. Eu estava mudando de país, com 18 anos, uma cultura diferente. Isso contribuiu bastante. Eu não falo que fui injustiçado, não tive oportunidade. Um jogador que o clube compra, por cinco temporadas, e não tem nenhuma pré-temporada, eu acho estranho. Mas isso é passado.
Fonte:Ge