Fenômeno já está ativo no Pacífico e deve ganhar força nos próximos meses, segundo agência dos Estados Unidos. Probabilidade de continuidade até o início de 2027 chegou a 97%
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 81% a probabilidade de que o atual El Niño atinja intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano, podendo entrar para a lista dos eventos mais intensos já registrados desde o início das medições, em 1950.
Segundo a agência, o fenômeno se fortaleceu rapidamente nas últimas semanas e já apresenta intensidade moderada, com 97% de chance de permanecer ativo até o início do outono de 2027. Especialistas alertam que um El Niño dessa magnitude aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos em diversas regiões do planeta.
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No Brasil, os principais impactos esperados incluem seca mais intensa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste, além de aumento das chuvas na Região Sul. O fenômeno também pode favorecer ondas de calor mais frequentes e temperaturas acima da média durante o verão.
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Imagens do satélite mostram variações no nível do mar em junho de 2026;
áreas em vermelho indicando águas mais elevadas no Pacífico equatorial,
sinal típico associado ao desenvolvimento do El Niño. (Foto: NASA)
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Embora um El Niño muito forte não garanta automaticamente desastres climáticos, meteorologistas afirmam que ele aumenta significativamente as chances de ocorrência de secas, tempestades e ondas de calor mais severas, dependendo da região afetada.