Alterações nas mamas são comuns no período, mas sinais persistentes, duros e sem dor podem indicar câncer e devem ser avaliados
Durante a amamentação, o surgimento de caroços e áreas endurecidas nas mamas é relativamente comum. A produção de leite, as alterações hormonais e o aumento da vascularização podem provocar mudanças que, na maioria das vezes, são benignas.
Entre as causas mais frequentes estão o leite empedrado, a obstrução de ductos, cistos de leite (galactoceles) e inflamações como a mastite. Nódulos benignos que já existiam, como fibroadenomas, também podem aumentar durante esse período por influência dos hormônios.
Uma característica importante é observar o que acontece com o caroço após a amamentação. Nódulos relacionados ao leite tendem a diminuir, amolecer ou desaparecer depois que a mama é esvaziada. Dor, vermelhidão e sensação de calor também podem aparecer em situações benignas e inflamatórias.
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Por outro lado, nódulos persistentes, duros, irregulares e que não diminuem após a amamentação precisam ser avaliados por um profissional. Retração da pele ou do mamilo, secreção transparente ou com sangue e caroços na axila também são sinais que merecem investigação.
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A investigação pode ser realizada mesmo durante o aleitamento. A ultrassonografia costuma ser o primeiro exame, e a mamografia também pode ser feita quando indicada, sem necessidade de interromper a amamentação. A orientação é procurar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente, já que o diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento eficaz.