Menos de seis meses após ser incluída na fachada, a homenagem ao presidente foi removida após tribunais concluírem que apenas o Congresso tem autoridade para alterar o nome da instituição cultural
O nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi removido da fachada do Kennedy Center, em Washington, após determinação da Justiça americana. A medida foi cumprida nesta sexta-feira (12) e marca o desfecho de uma disputa judicial sobre a tentativa de rebatizar o tradicional centro cultural.
A decisão partiu do juiz federal Christopher Cooper, que entendeu que a mudança de nome promovida pelo conselho da instituição foi ilegal, já que apenas o Congresso dos EUA teria autoridade para alterar a designação oficial do espaço, criado para homenagear o ex-presidente John F. Kennedy.
Após a ordem judicial, o Kennedy Center iniciou a retirada de todas as referências ao nome de Trump, incluindo a fachada do prédio, documentos oficiais e materiais digitais. A operação começou ainda durante a madrugada, com equipes trabalhando para cumprir o prazo determinado pela Justiça.
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O caso também gerou forte repercussão política e cultural nos Estados Unidos, já que a mudança havia sido aprovada por aliados de Trump que controlavam o conselho da instituição. A decisão de reverter o nome foi vista como uma derrota simbólica para o ex-presidente, que vinha tentando ampliar sua presença em espaços públicos e institucionais.
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Agora, o centro volta oficialmente a ser identificado apenas como Kennedy Center for the Performing Arts, enquanto o processo judicial ainda pode ter novos desdobramentos em instâncias superiores.