Entre os fenômenos mais citados, o calor extremo se destacou ao ser mencionado por 91% dos entrevistados
Os eventos climáticos de 2024 foram os mais severos para 72% da população da Região Norte, de acordo com pesquisa realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. Entre os fenômenos mais citados, o calor extremo se destacou ao ser mencionado por 91% dos entrevistados.
Em uma divisão por área, 81% de moradores das zonas metropolitanas sentiram mais o impacto da falta de chuvas, enquanto 84% dos interioranos sofreram principalmente com as intensas secas dos rios, fatos que estão interligados.
A estudante de veterinária Rumilla Luna, de 29 anos, mudou-se para Belém (PA), em 2022. Para ela, as condições climáticas no ano de 2024 foram muito piores que em 2023. Mesmo acostumada com o calor amazônico, uma vez que cresceu no Amazonas, a falta de chuvas fez com que ela sentisse mais o aumento da sensação térmica na cidade, algo que considerou “muito ruim”.
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“O clima ano passado, comparado com 2023, foi bem mais quente, teve menos chuva. E olha que aqui ainda é menos quente do que em Manaus, porque venta mais. Agora [2025], está chovendo muito. Demais. Tudo fica alagado. Aqui alaga muito na chuva e dá muito mofo”, comentou Rumilla.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado das chuvas de novembro de 2024, em Belém, foi de 94.8 milímetros, volume que representa apenas 63% da média climatológica da região para a época, que é de 151.4 mm. Nesse período, a capital paraense atingiu sua maior temperatura já registrada: 37.9 °C.

O ano de 2024 foi marcado pela pior seca já registrada no Amazonas, o que dificultou o cotidiano e isolou diversos moradores do Estado. Na ocasião, todos os 62 municípios decretaram situação de emergência, e várias calhas registraram suas piores cotas mínimas desde que começaram a ser monitoradas, no século 20.

Fotos: Reprodução
No Baixo Amazonas, o nível chegou a -2,68 metros; no Alto Solimões, foi a -2,54 metros; Médio Solimões, de -0,29 metros; Baixo Solimões, de -0,26 metros; Médio Amazonas, foi de -0,14 metros; e Madeira, de 4,92 metros. Em Manaus, a calha do Rio Negro também atingiu sua menor cota da história, com 12,11 metros, no dia 9 de outubro. Os dados são da Defesa Civil do Amazonas.
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Além da vazante anual na região amazônica, a estiagem foi agravada pelo déficit de chuvas que a Amazônia enfrenta a cada ano, sentida em vários Estados do Norte. Ainda de acordo com a pesquisa, os jovens da Região Norte são os mais preocupados com a situação, especialmente aqueles com idades de 16 a 24 anos. Entre eles, 41% já considera a situação como crise climática.
Fonte: Revista Cenarium