País representa menos de 1% das exportações brasileiras de carne bovina. Anúncio foi feito pela Mattilsynet, Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar
A Noruega também deixará de comprar carne produzida no Brasil a partir de setembro, após a decisão da União Europeia de retirar o país da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal para o bloco. A medida amplia a pressão sobre o setor brasileiro e ocorre em meio a restrições comerciais que atingem as exportações de proteína nacional. A proibição da União Europeia está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro.
A decisão europeia está relacionada às exigências sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. Segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou informações consideradas suficientes para comprovar que suas regras e controles atendem aos padrões exigidos pelo bloco. A restrição envolve produtos como carne bovina e de frango, além de outros itens de origem animal.
A Noruega, embora não faça parte da União Europeia, acompanha as regras sanitárias adotadas pelo bloco em relação a determinados produtos. Com a mudança, os exportadores brasileiros passam a enfrentar mais uma barreira em um mercado europeu considerado importante para o agronegócio. Argentina, Paraguai e Uruguai, por outro lado, continuam autorizados a vender carne bovina para a União Europeia.
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O impacto preocupa o setor porque a União Europeia está entre os principais mercados compradores de carne brasileira. Em 2025, os países do bloco adquiriram cerca de 128,9 mil toneladas de carne bovina do Brasil, segundo dados citados em levantamentos sobre o comércio exterior. A perda desses destinos pode aumentar a oferta de proteína no mercado interno, embora especialistas avaliem que isso não necessariamente resultará em queda significativa dos preços nos supermercados e açougues.
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O governo brasileiro tenta negociar com as autoridades europeias para reverter a decisão e preservar o acesso aos mercados. Enquanto as tratativas continuam, o setor busca alternativas para redirecionar as exportações para outros países e reduzir os efeitos das restrições. A medida europeia se soma a outros desafios enfrentados pela pecuária brasileira no comércio internacional e aumenta a necessidade de diversificação dos destinos da carne nacional.