Voltado a médicos generalistas, o documento do American College of Physicians segue o caminho que a diretriz brasileira já trilhava, mas esbarra numa diferença local: nenhum desses remédios está disponível no SUS
Uma nova diretriz internacional para o tratamento da obesidade passou a recomendar medicamentos como a semaglutida e a tirzepatida entre as principais opções terapêuticas para pacientes que necessitam de tratamento farmacológico. A mudança reflete o avanço das evidências científicas sobre a eficácia dessas medicações na perda de peso e no controle de doenças associadas à obesidade.
Os medicamentos pertencem à classe dos agonistas de GLP-1 e, no caso da tirzepatida, também atuam sobre o receptor GIP. Estudos recentes mostraram resultados expressivos na redução do peso corporal, além de benefícios relacionados ao controle da glicose e à diminuição de riscos cardiovasculares em pacientes com obesidade.
Apesar da recomendação, especialistas ressaltam que os remédios não substituem mudanças no estilo de vida. A orientação é que o tratamento seja associado a alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento médico contínuo, já que a obesidade é considerada uma doença crônica e multifatorial.
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A nova diretriz também reforça a necessidade de ampliar o acesso aos tratamentos, uma vez que o alto custo dos medicamentos ainda representa uma barreira para muitos pacientes. Organizações de saúde alertam que a expansão do uso dessas terapias deve ocorrer de forma segura e com acompanhamento profissional adequado.
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Nos últimos anos, semaglutida e tirzepatida ganharam destaque mundial devido aos resultados observados em estudos clínicos e na prática médica. Com a atualização das recomendações, os medicamentos consolidam sua posição como ferramentas importantes no combate à obesidade, ao lado das estratégias tradicionais de mudança de hábitos e acompanhamento multiprofissional.