Pesquisa publicada na Nature Communications mostra que molécula remove compostos associados ao envelhecimento dos tecidos e pode abrir caminho para terapias contra doenças relacionadas à idade
Pesquisadores desenvolveram uma nova enzima capaz de reparar alterações químicas acumuladas em proteínas do organismo ao longo do envelhecimento, um avanço que pode abrir caminho para futuros tratamentos contra doenças relacionadas à idade. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications.
A enzima, chamada CMLase, foi criada em laboratório para atuar sobre um tipo de dano molecular conhecido como produtos finais de glicação avançada (AGEs), substâncias que se acumulam nos tecidos com o passar dos anos e estão associadas a inflamação, estresse oxidativo e perda da função das células.
Durante o processo de envelhecimento, algumas proteínas do corpo sofrem modificações que prejudicam seu funcionamento. Segundo os pesquisadores, a nova enzima conseguiu remover uma dessas alterações e restaurar parte da estrutura original das proteínas em testes laboratoriais, algo que antes era considerado praticamente irreversível.
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A descoberta ainda está em fase inicial e não significa que exista uma terapia pronta para reverter o envelhecimento humano. Os cientistas agora precisam avaliar a segurança, a eficácia e a possibilidade de aplicação em organismos vivos antes que o método possa chegar a testes clínicos.
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Especialistas avaliam que pesquisas desse tipo podem contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos contra doenças associadas ao envelhecimento, como problemas metabólicos, inflamações crônicas e outras condições que surgem com o avanço da idade. O objetivo não é impedir o envelhecimento, mas buscar formas de manter os tecidos funcionando melhor por mais tempo.