NOTÍCIAS
Saúde
Nova ferramenta supera IMC na previsão de riscos ligados à obesidade
Foto: Reprodução

Modelo usa dados clínicos para estimar risco de complicações em 10 anos, como consequência da obesidade

O Índice de Massa Corporal (IMC) é uma das principais ferramentas utilizadas para avaliar se uma pessoa está dentro do peso considerado saudável ou se apresenta sobrepeso e obesidade. Embora seja um cálculo simples, ele tem grande importância na medicina por ajudar a identificar riscos à saúde relacionados ao excesso de gordura corporal.


O IMC é obtido a partir da divisão do peso pela altura ao quadrado e serve como um indicador inicial para classificar o estado nutricional. Em adultos, valores iguais ou superiores a 30 já indicam obesidade, uma condição reconhecida como doença crônica e que exige acompanhamento contínuo.


A obesidade vai muito além de uma questão estética. Trata-se de uma doença que afeta o organismo de forma sistêmica, estando associada a um processo inflamatório contínuo que pode comprometer diversas funções do corpo.

 

Veja também 

 

Casos mostram que canetas emagrecedoras nem sempre funcionam e acendem alerta de especialistas

 

Anvisa determina recolhimento de sardinha congelada por risco de contaminação por salmonella


Entre os principais problemas de saúde relacionados ao excesso de peso estão doenças graves e de alta incidência na população. Estudos apontam que a obesidade está diretamente ligada ao aumento do risco de desenvolver diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, além de alguns tipos de câncer e distúrbios metabólicos.


Além dessas condições, o excesso de gordura corporal também pode causar problemas articulares, dificultar a mobilidade e impactar significativamente a qualidade de vida. Em casos mais severos, a obesidade está associada até mesmo à redução da expectativa de vida, reforçando a gravidade da condição.


Outro ponto importante destacado por especialistas é que o risco não depende apenas do peso total, mas também da distribuição da gordura no corpo. Mesmo pessoas com IMC considerado normal podem apresentar acúmulo de gordura abdominal — fator que aumenta as chances de doenças cardíacas, diabetes e alterações no colesterol.

 

Nova diretriz de obesidade: risco cardiovascular será calculado para além  do IMC; entenda a mudança

Foto: Reprodução

 

Pesquisas mais recentes também mostram que a obesidade pode agravar quadros infecciosos. Pessoas com excesso de peso têm maior risco de hospitalização e complicações em doenças como gripe, pneumonia e Covid-19, indicando que o impacto da condição vai além das doenças crônicas tradicionais.


Apesar dos riscos, especialistas reforçam que a obesidade tem tratamento e pode ser controlada com mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e, em alguns casos, acompanhamento médico com uso de medicamentos ou até cirurgia.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram 


O uso do IMC, portanto, continua sendo uma ferramenta importante para alertar sobre esses riscos, mas deve ser analisado junto com outros fatores clínicos. A compreensão da obesidade como doença complexa é essencial para combater preconceitos e incentivar o cuidado adequado com a saúde.
 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.