Técnico da seleção destaca evolução dos jovens atletas e vê possibilidade de resultados expressivos já nos próximos Jogos Olímpicos
O Brasil chega ao Mundial de Canoagem Velocidade, em Poznan, na Polônia, com uma geração de jovens atletas que começa a se destacar também entre os adultos. Para o técnico da seleção brasileira, Lauro de Souza Jr., o país vive uma fase de crescimento na modalidade, especialmente após os resultados conquistados nas categorias de base.
O Mundial será realizado entre os dias 26 e 30 de agosto e será uma oportunidade importante para acompanhar a evolução dos novos nomes da canoagem nacional.
Segundo o treinador, o principal desafio é transformar o domínio apresentado nas categorias de base em resultados de alto nível na categoria adulta. Gabriel Nascimento é apontado como um dos exemplos dessa transição.
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Na avaliação de Lauro, conhecido como Pinda, o crescimento da nova geração também é resultado do caminho aberto por Isaquias Queiroz e Erlon Souza, medalhistas que ajudaram a colocar a canoagem brasileira em evidência no cenário internacional.
O técnico afirma que os resultados conquistados pelos dois atletas deram confiança aos jovens e mostraram que o Brasil poderia competir de igual para igual nas principais disputas internacionais.
A atual geração vinha sendo preparada principalmente com foco nos Jogos Olímpicos de Brisbane, em 2032. No entanto, o desempenho apresentado pelos atletas pode fazer com que alguns deles antecipem a chegada ao principal evento esportivo do mundo.
MUNDIAL VALE PONTOS PARA CLASSIFICAÇÃO OLÍMPICA
Além da busca por medalhas, a competição em Poznan terá importância na corrida pelas vagas olímpicas. O sistema de classificação passou a considerar oito competições ao longo do ciclo, com os atletas acumulando pontos em cada uma delas.
O Mundial terá peso maior nessa disputa, com multiplicador de 1,5, tornando os resultados ainda mais importantes para quem busca uma vaga olímpica.
A seleção brasileira chega à competição confiante após boas participações nas etapas da Copa do Mundo e pretende manter o desempenho apresentado durante a temporada.

Erlon de Souza e Isaquias Queiroz conquistaram a medalha de
prata no C2 1000m dos Jogos Olímpicos do Rio 2016
Foto: Divulgação
DISPUTA ACIRRADA NO C2
Uma das provas que concentram expectativa é o C2, disputado por duplas. Pinda prevê uma competição bastante equilibrada e afirma que pequenas diferenças durante a prova podem definir quem ficará no pódio.
Para o treinador, o nível internacional está tão alto que uma dupla brasileira pode terminar tanto na briga pelo título quanto fora do pódio.
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O crescimento dos atletas mais jovens também tem aumentado o reconhecimento do trabalho desenvolvido no Brasil. De acordo com Pinda, outros países passaram a demonstrar interesse em realizar intercâmbios com a equipe brasileira, principalmente por causa dos resultados obtidos nas categorias de base.