Nova geração de remédios contra a obesidade aposta em comprimidos diários e tratamentos que combinam ação em até três hormônios
A corrida por tratamentos mais práticos contra a obesidade ganhou força com o desenvolvimento de medicamentos em comprimidos que podem substituir, em alguns casos, as tradicionais aplicações injetáveis. A nova geração de remédios busca facilitar a rotina dos pacientes e ampliar as opções disponíveis para o controle do peso.
Entre as principais apostas estão o orforglipron, da Eli Lilly, e o elecoglipron, da AstraZeneca. Os dois são medicamentos de uso oral que atuam em mecanismos relacionados aos hormônios envolvidos na regulação da fome, da saciedade e do metabolismo. O orforglipron já foi aprovado nos Estados Unidos, enquanto o elecoglipron segue em desenvolvimento clínico.
Em um estudo clínico, o orforglipron proporcionou uma perda média de 11,2% do peso corporal após 16 meses de tratamento. Dados apresentados pela Eli Lilly também indicaram resultados ainda maiores entre mulheres na peri e pós-menopausa, com perda média de 14% do peso.
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Outra novidade é a versão oral do Wegovy, à base de semaglutida. O comprimido já está disponível nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto o pedido de registro para uso no tratamento da obesidade ainda está em análise pela Anvisa no Brasil.
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Apesar dos resultados promissores, os novos medicamentos ainda precisam passar por avaliações regulatórias e estudos adicionais antes de serem utilizados amplamente no país. A expectativa é que a expansão das opções orais aumente a concorrência e ofereça alternativas para pacientes que enfrentam dificuldades ou resistência às aplicações injetáveis.