Pesquisa foi publicada na revista Lancet e mostra que substância pode gerar perda de peso semelhante à bariátrica, abrindo uma nova fronteira no tratamento. Medicamento ainda depende de finalização de estudos e processo regulatório, mas já vem sendo anunc
Uma nova medicação experimental contra a obesidade está despertando grande expectativa entre médicos e pacientes após apresentar resultados considerados inéditos em estudos clínicos. A retatrutida, aplicada por meio de uma injeção semanal, demonstrou capacidade de promover perda de até 28% do peso corporal, colocando o medicamento entre os mais promissores já desenvolvidos para o tratamento da doença.
Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a retatrutida ainda não está disponível no mercado, mas os resultados divulgados em pesquisas internacionais chamaram a atenção por superarem ou se aproximarem dos efeitos observados em procedimentos mais invasivos, como a cirurgia bariátrica. Os participantes do estudo perderam dezenas de quilos ao longo do tratamento, acompanhado por alimentação equilibrada e mudanças no estilo de vida.
O diferencial da medicação está na forma como ela atua no organismo. Enquanto remédios mais conhecidos, como Ozempic e Wegovy, trabalham principalmente com um hormônio ligado ao controle da fome, a retatrutida age simultaneamente sobre três receptores diferentes relacionados ao apetite, ao metabolismo e ao gasto energético.
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Segundo os pesquisadores, essa ação combinada ajuda a reduzir a sensação de fome, aumentar a saciedade e estimular o organismo a gastar mais energia. Como consequência, os pacientes conseguem manter uma perda de peso mais intensa e prolongada ao longo dos meses.
Além do emagrecimento, os estudos também apontaram melhora em indicadores importantes de saúde, como níveis de glicose, pressão arterial, colesterol e fatores associados ao risco cardiovascular. Por isso, especialistas avaliam que o medicamento pode representar um avanço importante no tratamento da obesidade e de doenças relacionadas ao excesso de peso.
Apesar dos resultados animadores, a retatrutida ainda está em fase de pesquisa e precisa concluir etapas regulatórias antes de ser aprovada para uso amplo. Os cientistas também seguem monitorando possíveis efeitos colaterais e a segurança do tratamento em longo prazo.
Entre as reações mais relatadas pelos participantes estão náuseas, vômitos, diarreia e desconfortos gastrointestinais, sintomas semelhantes aos observados em outros medicamentos da mesma categoria. Na maioria dos casos, os efeitos foram considerados leves ou moderados.
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A expectativa agora é pela conclusão dos estudos finais e pela análise das agências reguladoras. Caso seja aprovada, a retatrutida poderá se tornar uma das armas mais poderosas já desenvolvidas no combate à obesidade, doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e está associada a problemas como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.