Pesquisadores brasileiros desenvolveram compostos com potencial para um novo tratamento, mais barato e simples, para a regressão de uma doença degenerativa que pode triplicar entre os brasileiros até 2050; entenda
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desenvolveu uma série de compostos orgânicos com potencial para um novo tratamento que estimula a regressão do Alzheimer, doença degenerativa crônica que já atinge cerca de 1,2 milhão de brasileiros e pode ter o número de casos triplicado até 2050, segundo estimativas do Ministério da Saúde.
Em artigo publicado no PubMed, liderado pela pesquisadora Mariana Camargo, os compostos (L09, L10 e L11) desenvolvidos em modelos pré-clínicos e testados in vitro em culturas de células do hipocampo cerebral são descritos com “potencial querelante”, capazes de diminuir a inflamação dos neurônios e as placas beta-amilóide, que contribuem para a morte celular e são características do Alzheimer.
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O acúmulo das proteínas beta-amiloide forma placas tóxicas que prejudicam as sinapses e causam a deterioração da atividade neuronal, dando o aspecto degenerativo cerebral da doença.
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Os compostos líderes testados pelo estudo apresentaram, ainda, “baixo nível de toxicidade” nas doses testadas, de acordo com o estudo, e oferecem “evidências convincentes” de uma nova estratégia terapêutica para o Alzheimer, além de “sólida motivação para pesquisas futuras e desenvolvimento de medicamentos”.
Fonte: Revista Forum