O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 371 pessoas devido à investida antidemocrática contra os três Poderes, que completará dois anos na próxima quarta-feira
Por ter vindo da caserna, as pessoas de sua confiança eram os militares – para além daquele velho pensamento de que os militares seriam os moderadores do Estado, quando a lógica deveria ser inversa: o poder civil é que deve comandar o militar — disse a ministra, que toma posse no próximo dia 12, à CNN.
Durante a entrevista, a ministra ponderou que, embora Bolsonaro tenha “se valido” das Forças Armadas, alguns militares de fato “se beneficiaram, e muito” do protagonismo ganhado no governo do ex-presidente. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica acabaram sendo extremamente prejudicados e tiveram a sua credibilidade solapada por causa de um chefe de Estado que se perdeu na condução do governo — disse Maria.
Questionada acerca do julgamento dos presos por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro, a ministra avalia algumas penas foram “muito elevadas”. No entanto, ela avalia que “ainda é muito precipitado” se falar em anistia para esses condenados. O Congresso Nacional pode fazê-lo, o presidente pode até indultar, se quiser. Mas me parece estranho essa discussão da anistia já agora, sendo que nem houve a conclusão de todos os julgamentos.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou 371 pessoas devido à investida antidemocrática contra os três Poderes, que completará dois anos na próxima quarta-feira. Desse total, 225 são os chamados executores, que cometeram os crimes considerados mais graves, e 146 foram considerados incitadores. Única mulher na Corte, a ministra fez um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o petista considere a diversidade de gênero na hora de indicar um nome ao STM, que deve ter uma vaga aberta em abril.
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Foto: Reprodução
Eu estou aqui pedindo, clamando ao presidente, que indique uma mulher, para que eu tenha uma companheira ao meu lado que possa, junto comigo, defender as questões de gênero (...) Muitas vezes, por eu ser a única na Corte, minha voz é pouco ouvida. Mas eu não me rendo à homogeneidade, eu sou a voz da diferença e quero ser heterogênea. Maria foi a primeira mulher presidente da Corte, em um mandato-tampão entre 2014 e 2015. Ela quebrou uma tradição de 200 anos apenas com homens na composição do STM.
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Procuro falar pelas minorias que ainda não têm voz dentro dos espaços de poder. Ter uma mulher no STM seria uma grande vitória, principalmente depois que eu assumir a presidência. Eu adoraria empossar uma mulher.
Fonte: O Globo