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Nova regra sobre remédios para obesidade expõe febre de uso errado e acende alerta sobre risco e tratamento para a vida toda
Foto: Edilson Dantas / O Globo - George Frey / Bloomberg - Cydni Elledge / The New York Times

Nova diretriz orienta pela 1ª vez tratamento com canetas emagrecedoras no Brasil

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica lançou uma nova diretriz que promete mudar o tratamento da obesidade no Brasil e, ao mesmo tempo, acendeu um alerta sobre o uso descontrolado de medicamentos para emagrecer. Pela primeira vez, o documento traz orientações específicas só para remédios, marcando uma mudança no combate à doença.

 

Entre os destaques estão os chamados análogos de GLP-1, que viraram febre nos consultórios e nas redes sociais. Substâncias como a semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, além da tirzepatida do Mounjaro, prometem resultados impressionantes ao aumentar a saciedade e levar a perdas de peso que podem ultrapassar 20%.

 

Mas o que era para ser solução virou preocupação. Especialistas alertam que muita gente está usando esses remédios apenas por estética, sem necessidade clínica. O presidente da entidade, Fábio Trujilho, e o diretor Alexandre Hohl reforçam que o cenário exige cuidado e conhecimento, já que muitos profissionais sequer tiveram esse tipo de formação no passado.

 

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A diretriz é clara ao afirmar que os medicamentos não devem ser usados sozinhos. O tratamento precisa incluir mudanças no estilo de vida, como alimentação adequada e atividade física. Além disso, o uso é indicado principalmente para pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a complicações, e não para quem quer apenas perder alguns quilos.

 

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Outro ponto que chama atenção é que, em muitos casos, o uso pode ser contínuo. Estudos mostram que o peso pode voltar em pouco tempo após a interrupção. Enquanto isso, o acesso ainda é limitado, já que os remédios não estão disponíveis no SUS, apesar do avanço da obesidade no país, segundo dados do Ministério da Saúde. 

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