Pesquisadores desenvolveram proteínas artificiais que tornam proteínas de membrana solúveis em água sem detergentes. O avanço permitiu estudar antígenos da bactéria causadora da sífilis, mas ainda não representa uma vacina testada nem comprova proteção co
Uma nova tecnologia pode abrir caminho para o desenvolvimento de uma vacina contra a sífilis, doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Pesquisadores conseguiram superar uma dificuldade que há anos atrapalhava o estudo de proteínas presentes na superfície do microrganismo.
O problema está justamente na membrana externa da bactéria. Algumas proteínas que ficam expostas ao sistema imunológico são consideradas possíveis alvos para uma futura vacina, mas essas estruturas são extremamente difíceis de manter e analisar em laboratório.
Para contornar o obstáculo, os cientistas desenvolveram proteínas artificiais capazes de tornar essas proteínas de membrana solúveis em água, sem a necessidade do uso de detergentes. A estratégia permite que os pesquisadores estudem com mais detalhes os possíveis antígenos da bactéria e como o sistema imunológico pode reconhecê-los.
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O avanço é considerado importante porque pode facilitar uma etapa fundamental da pesquisa: identificar quais estruturas da Treponema pallidum poderiam ser usadas para estimular uma resposta de defesa do organismo. Com isso, novas possibilidades para uma vacina contra a sífilis podem ser investigadas.
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Apesar do resultado promissor, os pesquisadores ainda estão longe de ter uma vacina disponível. O trabalho representa um avanço de laboratório e não comprova, neste momento, que uma vacina será capaz de proteger pessoas contra a doença. Ainda serão necessários novos estudos, testes de segurança e eficácia e várias etapas de pesquisa antes de qualquer possível aplicação em humanos.