Foram observadas reações graves envolvendo uma condição conhecida como síndrome hemofagocítica associada a células efetoras imunes
A farmacêutica Novartis suspendeu oito estudos clínicos de uma terapia experimental desenvolvida para tratar doenças autoimunes e neurológicas após a morte de três pacientes. A interrupção dos testes ocorreu depois que a empresa foi informada sobre casos graves de uma reação do sistema imunológico.
O tratamento, chamado rap-cel, é uma terapia do tipo CAR-T, que utiliza células de defesa do próprio paciente. Essas células são retiradas do organismo, modificadas em laboratório para atacar determinados alvos e depois reinfundidas no paciente.
Os estudos suspensos envolvem doenças como lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide, vasculite e miastenia gravis. Segundo a empresa, os três pacientes morreram após desenvolverem uma reação imunológica grave e potencialmente fatal. A Novartis classificou esse tipo de complicação como um risco conhecido das terapias CAR-T.
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A farmacêutica informou que iniciou uma investigação completa sobre as mortes e trabalha com conselhos independentes de segurança e autoridades de saúde para entender o que aconteceu e buscar formas de identificar mais rapidamente possíveis efeitos graves. Os estudos do mesmo tratamento voltados a pacientes com linfoma e leucemia não foram interrompidos.
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A suspensão representa um revés para o desenvolvimento das terapias CAR-T contra doenças autoimunes, uma área que vem sendo estudada como alternativa para modificar de forma profunda o funcionamento do sistema imunológico. A Novartis afirmou que continuará acompanhando os pacientes que já receberam o tratamento enquanto a revisão de segurança estiver em andamento.