Civilização mesoamericana chegou a reunir 16 milhões e pode ter chegado ao fim de uma forma diferente do que se acreditava
Durante décadas, os antigos maias foram retratados como um povo que desapareceu misteriosamente. Mas essa noção de decadência abrupta vem sendo substituída por uma narrativa mais complexa e fascinante sobre resiliência e transformação.
Nesse sentido, o mundo maia não está sendo “redescoberto”, e sim reinterpretado à luz de novas evidências. E, com isso, estão sendo revistas ideias que pareciam fixas há décadas: quantas pessoas viviam nas terras baixas, como os assentamentos eram organizados, o grau de conexão entre as cidades e o campo.
E também o que significa falar em “colapso” de uma civilização quando os dados sugerem não um desaparecimento, mas sim continuidade, realocação e adaptação.
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Numa reportagem recente publicada pelo jornal britânico The Guardian, Francisco Estrada-Belli, professor do Instituto de Pesquisa Mesoamericana da Universidade Tulane, nos EUA, recorda vividamente sua primeira visita às ruínas de Tikal, quando ainda era uma criança. “Fiquei completamente hipnotizado”, relata. “Havia selva por todos os lados, animais e, depois, aqueles templos enormes e majestosos”.

Foto: Reprodução
A experiência o impactou de tal forma que ele, quando adulto, acabaria dedicando sua carreira a investigar e revelar os segredos dos maias. Mais de meio século depois daquela primeira viagem a Tikal, Estrada-Belli faz parte do grupo de pesquisadores que está transformando nossa compreensão da civilização mesoamericana.
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O estudo mais recente de Estrada-Belli, publicado no Journal of Archaeological Science: Reports, estimou em cerca de 16 milhões a população maia durante o Período Clássico Tardio (600–900 d.C.) – bem acima dos 7 a 11 milhões que se acreditava terem vivido nas terras baixas.