Os PFAS são feitos por ligação química entre carbono e flúor muito forte, o que está por trás do apelido de substâncias químicas eternas
Cientistas de diferentes países estão desenvolvendo tecnologias capazes de destruir os chamados "químicos eternos", substâncias conhecidas pela sigla PFAS (per e polifluoroalquiladas). Esses compostos são amplamente utilizados em panelas antiaderentes, embalagens de alimentos, roupas impermeáveis, espumas contra incêndio e diversos produtos industriais. Por serem extremamente resistentes à degradação, eles podem permanecer por décadas no meio ambiente e no organismo humano.
Estudos recentes apontam avanços em técnicas que utilizam altas temperaturas, processos eletroquímicos, plasma, oxidação avançada e novos materiais catalíticos para quebrar a forte ligação entre carbono e flúor, considerada uma das mais resistentes da química. Até pouco tempo, a maioria dos métodos apenas removia os PFAS da água, sem conseguir destruí-los completamente.
Segundo especialistas, o desenvolvimento dessas tecnologias representa um passo importante no combate à contaminação ambiental. Os PFAS já foram detectados em rios, águas subterrâneas, chuva, alimentos e até no sangue de grande parte da população mundial. A exposição prolongada a essas substâncias tem sido associada ao aumento do risco de câncer, alterações hormonais, problemas de fertilidade, doenças da tireoide e redução da resposta do sistema imunológico.
Veja também

Carro voador da Embraer avança em certificação e pode emitir ruído equivalente a um sussurro
Embora os resultados sejam promissores, muitos dos novos métodos ainda estão em fase de testes ou possuem custos elevados para aplicação em larga escala. O desafio agora é tornar essas tecnologias mais acessíveis para estações de tratamento de água e processos industriais, permitindo reduzir a presença dos chamados "químicos eternos" no meio ambiente.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Enquanto as soluções definitivas não chegam, especialistas defendem o fortalecimento da fiscalização e a redução do uso de PFAS em produtos considerados não essenciais. A expectativa é que a combinação entre novas tecnologias e regulamentações mais rígidas ajude a diminuir a contaminação ambiental e os riscos à saúde da população nas próximas décadas.