Espaço ocupa antiga escola de 1901 e devolve ao Centro da cidade um polo de arte, leitura e convivência
O Centro Histórico de Manaus passa a contar com um novo ponto de efervescência cultural com a inauguração da nova sede do Casarão de Ideias. Instalado no antigo prédio da Escola Estadual Saldanha Marinho, construído em 1901 e fechado há cerca de 15 anos, o espaço foi reaberto ao público na última quarta-feira (22), unindo preservação histórica e programação cultural diversificada.
À frente do projeto, o diretor João Fernandes destacou que a nova sede representa o resultado de mais de uma década de trabalho voltado ao fortalecimento da cultura local. Segundo ele, a recuperação do prédio simboliza não apenas a valorização do patrimônio, mas também a retomada do acesso da população a espaços culturais no centro da cidade.
A revitalização manteve características originais da construção, como elementos estruturais em pedra e tijolo, além do sistema de ventilação natural do piso detalhes que preservam a identidade arquitetônica do início do século XX.
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O espaço já abre as portas com uma exposição dedicada ao Festival de Parintins, reunindo obras de artistas locais e itens dos tradicionais bois-bumbás Caprichoso e Garantido. A proposta é oferecer uma programação contínua que conecte diferentes manifestações culturais da região.
Além das galerias, o Casarão conta com uma livraria com obras de autores locais e nacionais, integrada a uma cafeteria, ampliando as possibilidades de convivência e incentivo à leitura.
Localizado na rua Saldanha Marinho, nº 717, o espaço funciona de quarta a domingo, das 15h às 21h30, e pretende se consolidar como um novo ponto de encontro cultural na capital amazonense.
PATRIMÔNIO RECUPERADO
O prédio, erguido durante o governo de Silvério José Nery, foi originalmente chamado de Escola Modelo e posteriormente tombado como patrimônio histórico estadual em 1988. Com seis salas distribuídas em um único pavimento, a edificação foi cedida ao Casarão de Ideias em 2025, possibilitando sua restauração e reabertura ao público.
Com a iniciativa, o Centro de Manaus ganha não apenas um espaço restaurado, mas também um novo impulso para a valorização da cultura, da história e da convivência urbana.
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