Análise genética detectou vestígios de várias espécies no tecido histórico e reforça debate científico sobre sua origem
Pesquisadores que analisaram geneticamente fragmentos do Sudário de Turim, o pano de linho que muitos cristãos acreditam ter envolvido o corpo de Jesus, encontraram vestígios de DNA de diversas fontes no tecido. A análise usou técnicas modernas de sequenciamento genético para examinar microscópicos fragmentos do pano e revelar uma mistura biológica impressionante.
Além de material genético humano, os cientistas detectaram sinais de DNA de plantas e animais que passaram pelo tecido ao longo dos séculos. Isso inclui traços de espécies vegetais e animais que podem ter sido transportados por pólen, poeira ou manipulação humana.
Os traços humanos identificados são diversos e refletem a longa história de contato com diferentes populações, incluindo linhagens associadas a regiões do Oriente Médio e do subcontinente indiano, segundo interpretações preliminares dos dados. Essa diversidade genética sugere múltiplas interações com o pano durante sua circulação física e exposição.
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A presença de DNA de plantas e animais pode indicar que o sudário ficou exposto a uma grande variedade de ambientes ao longo do tempo ou foi manuseado por muitas pessoas, deixando uma impressão biológica acumulada no tecido. Esses achados complicam ainda mais a tentativa de associar diretamente o pano a um único evento histórico ou pessoa.
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Especialistas destacam, porém, que este tipo de análise não prova a origem do sudário nem confirma que ele tenha realmente envolto um corpo específico, pois a contaminação ambiental ao longo de séculos torna difícil separar vestígios antigos de mais recentes. O estudo reforça o enigma científico e histórico que cerca uma das relíquias mais debatidas do cristianismo.