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Novo laudo aponta que PM Gisele não poderia ter atirado contra a própria cabeça
Foto: Reprodução

O novo laudo produzido pelo Instituto de Criminalística aponta participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte da PM Gisele

Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo reforçou que a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, não teria cometido suicídio. O documento, anexado ao processo na sexta-feira (2), aponta que seria impossível que ela tivesse efetuado o disparo contra a própria cabeça e terminado na posição em que foi encontrada no apartamento onde morava, na região do Brás, em São Paulo.

 

Segundo a perícia, a conclusão indica a participação de uma segunda pessoa na dinâmica da morte. Os especialistas analisaram diferentes elementos da cena, incluindo a posição do corpo, vestígios de sangue, a localização da arma e reproduções simuladas do ambiente. O novo exame foi elaborado após questionamentos apresentados pela defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima e réu no processo.

 

Um dos pontos destacados no laudo é que a arma estava sobre um guarda-roupa com cerca de dois metros de altura, enquanto Gisele tinha aproximadamente 1,65 metro. A perícia também concluiu que Geraldo não teria conseguido enxergar a esposa caída a partir do box do banheiro, contrariando parte da versão apresentada por ele sobre o momento em que o disparo aconteceu.

 

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Gisele foi encontrada baleada na cabeça em 18 de fevereiro e morreu após ser levada ao Hospital das Clínicas. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas a investigação mudou de direção após a análise de novos elementos. Geraldo foi preso em março e responde por feminicídio e fraude processual; a defesa mantém a versão de que Gisele tirou a própria vida.

 

Gisele Alves Santana tinha 32 anos

 

Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos

Fotos: Reprodução

 

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O novo documento mantém as conclusões de perícias anteriores e afirma que os vestígios analisados são incompatíveis com a hipótese de suicídio. O tenente-coronel deverá ser interrogado na próxima segunda-feira (5), enquanto o processo criminal continua em andamento. 

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