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Saúde
Novo medicamento reduz em até 50% o avanço do Alzheimer em testes e segue para fase final de estudos
Foto: Todd Heisler/The New York Times

Medicamento experimental focado na proteína tau demonstrou diminuição inédita da patologia cerebral em estudo clínico de Fase 2

Um novo medicamento experimental contra o Alzheimer apresentou resultados animadores ao reduzir em até 50% o declínio cognitivo em pacientes nos estágios iniciais da doença. O tratamento atua sobre um alvo biológico diferente dos medicamentos atualmente disponíveis e agora avança para a fase 3 dos ensaios clínicos, etapa decisiva antes de um eventual pedido de aprovação para uso médico.

 

Ao contrário das terapias que combatem principalmente o acúmulo da proteína beta-amiloide, a nova abordagem busca interferir em outro mecanismo relacionado à progressão da doença. Os resultados iniciais indicam que os pacientes tratados apresentaram uma desaceleração significativa da perda de memória e de outras funções cognitivas quando comparados ao grupo que recebeu placebo.

 

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Os pesquisadores destacam que o benefício foi observado principalmente em pessoas diagnosticadas nas fases iniciais do Alzheimer, reforçando a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de sucesso do tratamento. Apesar do desempenho promissor, especialistas ressaltam que ainda será necessário confirmar a eficácia e a segurança do medicamento em um número maior de pacientes durante a fase final dos estudos clínicos.

 

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Caso os resultados sejam confirmados, o novo tratamento poderá ampliar as opções terapêuticas contra o Alzheimer, doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e ainda não possui cura. Atualmente, os medicamentos mais modernos conseguem apenas retardar a progressão da enfermidade em pacientes selecionados, sem reverter os danos já causados pela doença. 

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