Estado norte-americano afirma que documentos são essenciais para avançar nas investigações sobre possíveis crimes ocorridos no Zorro Ranch.
O estado do Novo México entrou com uma ação judicial contra o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para obter acesso aos documentos completos e sem censura relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein. A iniciativa busca acelerar as investigações sobre possíveis crimes que teriam ocorrido no Zorro Ranch, propriedade mantida por Epstein no estado.
A ação foi apresentada pelo procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, que solicita à Justiça que obrigue o governo federal a liberar os arquivos considerados fundamentais para a continuidade das apurações.
Segundo o governo estadual, a investigação foi retomada em fevereiro deste ano e tem como objetivo identificar possíveis envolvidos, testemunhas e pessoas que frequentaram o rancho durante o período em que Epstein utilizava a propriedade.
Veja também
.jpg)
EUA ampliam ofensiva contra cartel mexicano e oferecem mais de US$ 100 milhões por líderes do grupo
Foguete da SpaceX atinge a Lua e deve abrir cratera de até 30 metros; entenda o impacto
O Departamento de Justiça dos EUA, no entanto, argumenta que parte da documentação não pode ser divulgada integralmente porque contém informações capazes de identificar vítimas, o que exige proteção à privacidade e cumprimento de determinações judiciais.
No processo, o procurador Raúl Torrez afirma que a demora na liberação dos arquivos prejudica o andamento das investigações e pode dificultar a responsabilização de eventuais envolvidos. Ele também ressalta que o tempo decorrido desde os fatos e a venda do Zorro Ranch, ocorrida em 2023, podem ter comprometido a preservação de provas importantes.
Jeffrey Epstein foi investigado por crimes de exploração sexual de menores e tráfico sexual. Em 2008, ele firmou um acordo judicial na Flórida e cumpriu uma pena reduzida. Em 2019, voltou a ser preso pela Justiça Federal dos Estados Unidos sob novas acusações de tráfico sexual, mas morreu na prisão, em Nova York. As autoridades concluíram que sua morte foi resultado de suicídio.
O processo movido pelo Novo México aumenta a pressão sobre o Departamento de Justiça para ampliar a divulgação dos arquivos relacionados ao caso. Segundo informações do próprio governo norte-americano, mais de seis milhões de páginas ligadas às investigações estão em fase de análise, respeitando as regras de proteção às vítimas previstas na legislação federal.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
As autoridades estaduais esperam que o acesso ao material permita esclarecer o que ocorreu no Zorro Ranch e identificar possíveis responsáveis por crimes que ainda possam ser investigados e julgados.