13 de Julho de 2024 - Ano 10
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10/07/2024

Novo PAC é desconhecido por 51% dos brasileiros, mostra nova pesquisa Genial/Quaest

Foto: Reprodução

Nível de desconhecimento do programa só é superado por pelo Acredita, lançado há três meses

As informações sobre o Novo PAC, lançado há quase um ano pelo governo federal, não chegaram a 51% da população brasileira, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. O nível de desconhecimento do público em relação a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva supera percentuais que aprovam (44%) e desaprovam (5%). Outros projetos, como o Farmácia Popular e o Bolsa Família, mantém índices de aprovação próximos a 80%.

 

O índice de desconhecimento do PAC só é superado pelo Acredita, programa lançado em abril deste ano. A iniciativa prevê um pacote de medidas de estímulo ao crédito para beneficiários do Bolsa Família e de apoio a microempreendedores individuais (MEIs) e às micro e pequenas empresas. Apenas 38% disseram que conhecem e aprovam o projeto; 6% conhecem e desaprovam e 56% afirmam desconhecer o Acredita.

 

O Farmácia Popular permanece como o programa do governo federal mais bem avaliado (86%), seguido do Bolsa Família (80%) e Desenrola (73%). Já o Pé de Meia, que prevê um auxílio financeiro mensal de R$ 200 para estudantes do Ensino Médio, tem a aprovação de 60% dos entrevistados, é reprovado por 14% e desconhecido por 26%.

 

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VITRINE DOO GOVERNO LULA


Em agosto do ano passado, o presidente lançou o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com a promessa de investimento total de R$ 1,7 trilhão, distribuído para todas as regiões do país. Desse valor, R$ 371 bilhões serão do Orçamento Geral da União. A aposta era promover a geração de empregos através de obras pelos estados.

 

O anúncio aconteceu em meio à dificuldade do petista de se conectar com a população de classe média e diante de pesquisas que indicam temas econômicos, como inflação e desemprego, como principais áreas de desaprovação em seus primeiro ano de governo. A ideia do governo, inicialmente, era colocar todas essas obras em um mesmo guarda-chuva, criando um programa que seja uma vitrine para o Palácio do Planalto.

 

A estratégia foi utilizada pela primeira vez em 2007, durante o segundo mandato de Lula, com um programa de mesmo nome que retomou grandes projetos como a Usina de Belo Monte, a Transposição do Rio São Francisco, a Ferrovia Norte-Sul e duas Comperjs.

 

Com um bom cenário internacional de valorização das commodities exportadas pelo Brasil, as obras ganharam força, e, três anos depois, Dilma Rousseff foi chamada por Lula de a “mãe do PAC” — algo que foi explorado em sua campanha à Presidência, naquele mesmo ano, e auxiliou a eleição da então ministra da Casa Civil do petista. Mas houve dificuldades, inclusive com questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e de órgãos de licenciamento ambiental.

 

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Atrasos e estouro do orçamento se tornaram regra, a taxa de investimentos não subiu como o governo pretendia. A expansão dos gastos públicos, assim, é apontada como uma das causas da crise do país a partir de 2014. 

 

Fonte: O Globo

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