Zohran Mamdani bateu por 50,4% a 42,3% o ex-governador Andrew Cuomo
Com o maior comparecimento às urnas em mais de cinco décadas, os eleitores de Nova York fizeram história nta terça-feira (4) ao elegerem como seu próximo prefeito o democrata socialista Zohran Mamdani. Ele é o primeiro muçulmano a governar a maior cidade dos EUA e, aos 34 anos, o mais jovem em mais de um século.
Com 75% dos votos apurados, ele bateu por 50,4% a 42,3% o ex-governador Andrew Cuomo, que concorreu como independente após perder as primárias democratas para o jovem deputado estadual e recebeu um relutante apoio de última hora do presidente Donald Trump.
A vitória de Mamdani é vista pelos analistas políticos como um possível norte para o Partido Democrata começar sua recuperação com vistas às eleições de meio de mandato de 2026, após a derrota acachapante no pleito do ano passado, quando perdeu a Presidência e o controle de ambas as Casas do Congresso para os republicanos.
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A ascensão meteórica do opositor tornou-se pessoal para Trump, que, na noite de segunda-feira, às vésperas do pleito, chegou a endossar publicamente a candidatura do ex-governador democrata Andrew Cuomo e a ameaçar reter repasses federais caso Mamdani, apontado como o favorito nas eleições realizadas ontem, vencesse a disputa.
“Quer você goste pessoalmente de Andrew Cuomo ou não, na verdade, não há escolha. É preciso votar nele e torcer para que faça um trabalho fantástico. Ele é capaz disso; Mamdani não é”, escreveu o presidente nova-iorquino na rede Truth Social. “Se o candidato comunista Zohran Mamdani vencer a eleição para prefeito de Nova York, é altamente improvável que eu contribua com fundos federais — além do mínimo exigido — para a minha amada primeira casa”.
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Para analistas, no entanto, Trump e Mamdani tornaram-se adversários em uma batalha que vai além da prefeitura — e os dois lados saem beneficiados com isso, avaliou o Washington Post. De um lado, o presidente e seus aliados republicanos têm se esforçado para apresentar Mamdani como o novo rosto do Partido Democrata, argumentando que seus rivais representam uma oposição extremista e de esquerda radical. Do outro, Mamdani tem se destacado ao apresentar-se como uma alternativa para resistir às políticas do republicano enquanto tenta unir democratas céticos em torno de um inimigo comum.
Fonte: Extra