Apple busca reforçar controle por pais em nova versão do iOS 27, que será lançado este mês. Novo recurso permitirá bloqueio geral de todos os aplicativos usados
A criança não larga o celular? O novo sistema operacional do iPhone, o iOS 27, terá um recurso que promete facilitar a vida dos pais na hora de controlar o uso dos aparelhos pelos filhos. Chamado oficialmente de “Pausar uso de dispositivos”, o recurso permitirá bloquear de uma só vez todos os aplicativos utilizados pela criança ou pelo adolescente.
O chamado “botão do castigo” faz parte de um pacote de ferramentas de controle parental que a Apple disponibilizará a partir de meados de setembro para iPhone, iPad e Mac. A novidade foi criada para situações em que os pais precisam interromper rapidamente o acesso dos filhos ao mundo digital.
O novo sistema também amplia o controle sobre o tempo de uso do aparelho, os aplicativos instalados, as mensagens, os contatos e a navegação na internet. Os responsáveis poderão determinar quando o dispositivo ficará disponível e estabelecer períodos específicos para bloquear jogos, redes sociais e outros aplicativos de entretenimento.
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No iPhone, as novas ferramentas estarão disponíveis a partir do iPhone 11, lançado em 2019. Nos iPads, a novidade chegará a modelos fabricados a partir de 2020. A atualização faz parte de uma série de medidas adotadas pela Apple em meio à pressão de pais, autoridades e órgãos reguladores para aumentar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Para utilizar o botão de pausa e outras ferramentas avançadas, será necessário que a criança tenha uma conta infantil vinculada à conta do adulto responsável. Esse sistema já existe na Apple, mas ganhará novas funções com o iOS 27.
A conta infantil foi criada originalmente para impedir que menores realizassem compras sem autorização na App Store. Agora, ela passa a funcionar como uma espécie de central de controle parental, permitindo aos responsáveis determinar o que a criança poderá acessar no aparelho.
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A conta pode ser criada durante a configuração de um novo dispositivo ou em um aparelho antigo que tenha sido repassado pelos pais para o filho. Para isso, é necessário fazer parte de um grupo familiar da Apple e criar a conta específica para a criança.
Depois, os responsáveis poderão escolher quais aplicativos estarão disponíveis. O sistema oferecerá opções como apenas aplicativos essenciais, que incluem ferramentas de comunicação como telefone, mensagens e FaceTime; aplicativos básicos, que acrescentam recursos como e-mail, fotos, navegador e música; ou uma seleção personalizada, na qual os pais escolhem individualmente os programas liberados.
O controle também se estende aos sites. Por padrão, a criança poderá precisar pedir autorização antes de acessar páginas desconhecidas. Quando tentar abrir um endereço que não tenha sido previamente liberado, uma solicitação será enviada ao aparelho do responsável, que poderá decidir se permite ou bloqueia o acesso.
Outro mecanismo impede que a criança entre em contato livremente com desconhecidos. Pessoas que não estejam na lista de contatos poderão ter suas mensagens bloqueadas até que os pais autorizem a comunicação.
Esse sistema, porém, terá uma limitação para aplicativos de terceiros. O bloqueio só funcionará em programas como WhatsApp e Instagram caso os desenvolvedores desses aplicativos adotem a API disponibilizada pela Apple para permitir o controle no nível do sistema operacional.
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Foto: Reprodução
Os pais também poderão estabelecer uma janela de disponibilidade para o aparelho. Será possível, por exemplo, bloquear completamente o celular durante a madrugada e permitir novamente o uso pela manhã.
O mesmo mecanismo poderá ser utilizado durante o horário escolar. Jogos, redes sociais e outros aplicativos de entretenimento poderão ser bloqueados de segunda a sexta-feira, dentro de horários determinados pelos responsáveis.
A App Store também passará a mostrar aplicativos de acordo com a faixa etária da criança. As classificações utilizadas pela Apple serão de 4+, 9+, 13+, 16+ e 18+, diferentes das categorias adotadas pelo Ministério da Justiça no Brasil.
Mesmo quando um aplicativo estiver dentro da faixa etária permitida, a criança poderá precisar solicitar autorização para fazer o download. O responsável receberá uma notificação no próprio aparelho e poderá analisar o aplicativo antes de liberar ou impedir a instalação.
A navegação pela internet seguirá lógica semelhante. Ao tentar acessar uma página que ainda não foi autorizada, a criança poderá ser informada de que precisa pedir permissão. O adulto receberá a solicitação e decidirá se libera o conteúdo.
O controle das mensagens também ganhará novas barreiras. Quando uma pessoa que não esteja na lista de contatos enviar uma mensagem, o conteúdo poderá ficar oculto para a criança até que os pais autorizem a comunicação.
Nesse caso, existe uma diferença importante: o responsável não poderá visualizar diretamente o conteúdo da mensagem no próprio aparelho. A liberação deverá ser feita por meio das configurações do dispositivo da criança, com o uso da senha correspondente.
A Apple também ampliará a proteção contra conteúdos considerados inadequados. O sistema poderá bloquear imagens e vídeos de violência detectados em mensagens e durante chamadas pelo FaceTime. Contas de menores de 18 anos já terão, por padrão, mecanismos para identificar e desfocar conteúdos com nudez.
Outra novidade importante será a administração do tempo de uso. Os pais poderão estabelecer quanto tempo os filhos poderão utilizar determinadas categorias de aplicativos durante os períodos em que o aparelho estiver liberado.
Por exemplo, uma família poderá definir um limite de duas horas por dia e distribuir esse período entre diferentes categorias. Poderão ser estabelecidos 30 minutos para jogos, 30 minutos para redes sociais e uma hora para aplicativos educacionais.
As configurações poderão ser acessadas pelo perfil da criança dentro do grupo familiar da Apple, na área de permissões de tempo. Dessa forma, os responsáveis terão uma visão mais ampla da rotina digital dos filhos e poderão ajustar os limites conforme a necessidade.
As novas funções chegam em um momento de aumento da pressão internacional para que empresas de tecnologia adotem mecanismos mais rígidos de proteção para crianças e adolescentes. No Brasil, as mudanças também dialogam com as exigências do ECA Digital, que estabelece regras específicas para a proteção de menores no ambiente virtual.
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A proposta da Apple é concentrar em um único sistema ferramentas que permitam aos pais controlar tempo de tela, aplicativos, contatos, mensagens e sites. Com o novo botão de pausa, o responsável poderá interromper de uma só vez o acesso aos aplicativos quando considerar que chegou a hora de a criança largar o celular.