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Coronavírus
06/10/2021

Novo teste de Covid-19 com saliva também detecta carga viral

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Foto: Divulgação

Teste de Covid-19 da UFSCar

Um novo teste de Covid-19 está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O diferencial é que o dispositivo é capaz de detectar a presença do vírus pela saliva e, além disso, indicar a carga viral do contaminado.

 

A precisão do resultado é a mesma dos testes RT-PCR, o tipo mais comum no Brasil, que usa um cotonete no nariz para colher material. No entanto, o novo teste pode ser conectado a um smartphone, o que permite que seja feito sem a necessidade de um profissional especializado.

 

Para detectar o vírus, o sistema usa um marcador com propriedade eletroquimioluminescente, que acende quando sofre reações eletroquímicas. Assim, quando o patógeno é encontrado na amostra, uma luz vermelha fica em evidência. Quanto mais forte for a luz, maior a carga viral.

 

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Novo teste para detectar Covid-19


“O teste de Covid-19 tem as vantagens de ser portátil, conseguir analisar 20 amostras ao mesmo tempo e poder se conectar a um smartphone. Tudo com a mesma sensibilidade e precisão dos testes de RT-PCR”, diz Ronaldo Censi Faria, coordenador do projeto, à Agência FAPESP .

 

Inicialmente, o projeto foi feito para identificar a presença de sepse, inflamação sistêmica provocada por bactérias. No entanto, os pesquisadores acabaram fazendo alterações para que o teste possa ser usado para a Covid-19.

 

“O projeto de pesquisa e desenvolvimento do teste já tinha iniciado e, quando chegou a pandemia, vimos que o modelo poderia ser adaptado para a Covid-19. Rapidamente fizemos alteração no dispositivo que inicialmente detectava o DNA e a quantidade de bactérias que provocam a sepse para a indicação do RNA e carga viral do SARS-CoV-2. Isso mostra como a pesquisa tem de ser constante, ainda mais quando precisamos dar resposta rápida a uma emergência”, disse Taise Helena Oliveira Leite, que faz o trabalho como pesquisa de doutorado sob orientação de Faria.

 

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A nova tecnologia teve seu pedido de patente registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para chegar ao mercado agora o teste depende do interesse de empresas pelo licenciamento e fabricação do produto.

 

Fonte: Olhar Digital

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