Documento entregue ao FBI integra milhões de páginas divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Um e-mail revelado em nova leva de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe acusações graves relacionadas ao caso Jeffrey Epstein. A mensagem afirma que o financista teria ordenado o enterro de duas jovens estrangeiras nas proximidades de seu rancho no Novo México, propriedade conhecida como Zorro Ranch.
Segundo o conteúdo do e-mail, as vítimas teriam morrido por estrangulamento durante um encontro descrito como “sexo fetichista”. O texto menciona que a ordem teria sido dada por Epstein e por “Madam G”, referência que, de acordo com investigadores, pode indicar Ghislaine Maxwell, ex-companheira e colaboradora do empresário, condenada por crimes ligados à exploração sexual.
A mensagem teria sido escrita por um homem que afirma ter trabalhado na propriedade de Epstein e declara que “viu de tudo” durante o período em que esteve no local. No e-mail, ele diz que o material mencionado teria sido retirado da casa de Epstein como uma espécie de “seguro” em caso de disputas judiciais futuras envolvendo o milionário.
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O conteúdo foi enviado inicialmente a um homem identificado como Eddy Aragon (ou Edward), em novembro de 2019, antes de ser encaminhado ao FBI. O e-mail lista sete vídeos com descrições de material sensível envolvendo menores de idade.

Foto: Reprodução
O remetente também solicita o pagamento de 1 bitcoin em troca do envio do conteúdo completo. Ele afirma que, após a confirmação do pagamento, enviaria anonimamente um pen drive com o material por entrega expressa.
Na mensagem, o autor garante que o conteúdo seria exclusivo e nunca compartilhado anteriormente, pedindo que não houvesse advogados, amostras ou questionamentos, e solicitando resposta rápida para concretizar a transação.
O e-mail integra a mais recente divulgação de arquivos do caso Epstein feita pelo Departamento de Justiça em 30 de janeiro. Nessa etapa, foram tornadas públicas mais de 3 milhões de páginas, além de cerca de 2 mil vídeos e 180 mil imagens relacionados às investigações.
De acordo com o órgão, o total de material já liberado ao público ultrapassa 3,5 milhões de páginas. Os documentos foram reunidos a partir de cinco grandes frentes investigativas, incluindo processos judiciais na Flórida e em Nova York, o caso contra Ghislaine Maxwell, apurações sobre a morte de Epstein e investigações conduzidas pelo FBI e pelo Gabinete do Inspetor-Geral.
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A divulgação amplia o volume de informações disponíveis sobre o escândalo internacional envolvendo o financista, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.