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Nutracêuticos ganham destaque na saúde hormonal e no controle da obesidade
Foto: Divulgação

Especialistas discutem o papel dos suplementos nutricionais no metabolismo e alertam que seu uso deve ser acompanhado por profissionais de saúde.

O uso de nutracêuticos tem despertado interesse nas discussões sobre saúde hormonal, metabolismo e controle da obesidade. Compostos presentes em alimentos e suplementos nutricionais são estudados por seus possíveis benefícios ao organismo, especialmente quando associados a uma alimentação equilibrada, atividades físicas e acompanhamento médico.

 

Os nutracêuticos incluem vitaminas, minerais, fibras, probióticos, ácidos graxos e outras substâncias bioativas. Esses componentes podem contribuir para diferentes funções do organismo, mas não substituem medicamentos ou tratamentos prescritos por profissionais de saúde. Sua utilização deve considerar as necessidades individuais e possíveis deficiências nutricionais.

 

Segundo a cientista Izabelle Gindri, especialista em saúde hormonal e doutora em Engenharia Biomédica pela Universidade do Texas em Dallas, o funcionamento do organismo depende da interação entre diferentes sistemas. Alterações hormonais e metabólicas podem ter diversas causas, o que exige uma avaliação individualizada antes da indicação de qualquer suplementação.

 

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As mudanças hormonais também podem influenciar a composição corporal durante o envelhecimento. Nas mulheres, a redução dos níveis de estrogênio durante a menopausa pode favorecer alterações na distribuição da gordura e na massa muscular. Nos homens, variações nos níveis de testosterona também podem estar associadas a mudanças metabólicas e físicas.

 

Entre os nutrientes relacionados ao funcionamento metabólico estão a vitamina D, o magnésio, o zinco, o selênio e as vitaminas do complexo B. Essas substâncias participam de processos importantes para o organismo, e a correção de deficiências pode integrar estratégias de cuidado. Entretanto, ainda não existem evidências suficientes para afirmar que o consumo isolado desses suplementos provoque emagrecimento significativo.

 

A especialista também destaca que a suplementação nutricional não deve ser confundida com a reposição hormonal. Enquanto a terapia hormonal é um tratamento médico indicado em situações específicas, os nutracêuticos possuem mecanismos de atuação diferentes e não substituem os hormônios utilizados em tratamentos prescritos.

 

No caso da obesidade, fatores como genética, alimentação, sedentarismo, qualidade do sono, estresse e alterações metabólicas podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Por isso, o tratamento exige uma abordagem ampla, que pode incluir acompanhamento médico e nutricional, mudanças no estilo de vida e medicamentos, quando necessários.

 

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A recomendação é ter cautela com produtos comercializados como aceleradores do metabolismo, reguladores hormonais ou emagrecedores naturais. Especialistas reforçam que substâncias de origem natural também podem apresentar contraindicações e interações medicamentosas. A orientação profissional é fundamental para garantir que a suplementação seja utilizada de maneira segura e adequada às necessidades de cada pessoa.

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