Ingredientes simples no preparo e na combinação do prato ajudam a evitar picos de açúcar no sangue
Presente diariamente na mesa dos brasileiros, o arroz especialmente o branco é um alimento rico em carboidratos na forma de amido e pobre em fibras devido ao processo de refinamento. Essa característica faz com que sua digestão seja rápida, favorecendo elevações bruscas nos níveis de glicose no sangue após a refeição.
Para minimizar esse efeito, nutricionistas apontam estratégias simples que envolvem tanto o preparo do arroz quanto as combinações feitas no prato. Em entrevista, os especialistas Matheus Maestralle e Taynara Abreu explicam como pequenos ajustes podem tornar o alimento mais equilibrado do ponto de vista metabólico.
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TEMPEROS E INGREDIENTES QUE FAZEM DIFERENÇA
Segundo Matheus Maestralle, a adição de temperos funcionais ao arroz pode reduzir significativamente sua resposta glicêmica. Alho, cebola, cúrcuma e canela especialmente em preparações doces ou orientais ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e retardam a absorção dos carboidratos.
Outro destaque são ingredientes ácidos, como vinagre e limão, adicionados após o preparo ou no momento da refeição. “Esses ácidos reduzem o pH da refeição e inibem parcialmente as enzimas responsáveis pela quebra do amido, fazendo com que a glicose entre mais lentamente na corrente sanguínea”, explica o nutricionista.
SEMENTES E GORDURAS BOAS AJUDAM NO CONTROLE
O especialista também recomenda incluir sementes e oleaginosas na preparação ou no acompanhamento do arroz. Castanhas, sementes de abóbora e gergelim são fontes de gorduras saudáveis que desaceleram o esvaziamento gástrico, prolongando a digestão e evitando picos de açúcar no sangue.
COMBINAR É O SEGREDO
Para Taynara Abreu, a forma mais eficiente de tornar o arroz um aliado da saúde metabólica é combiná-lo com outros alimentos ricos em fibras, proteínas e gorduras boas. Feijão, lentilha, grão-de-bico, legumes, verduras, chia, linhaça e azeite de oliva ajudam a equilibrar a refeição.
“As fibras criam uma espécie de barreira no trato digestivo, retardando a absorção dos carboidratos, enquanto proteínas e gorduras boas fazem com que a glicose seja liberada de forma gradual”, destaca a nutricionista.
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Com escolhas simples e acessíveis, o arroz pode continuar fazendo parte da alimentação diária sem comprometer o controle da glicose, especialmente para quem busca mais equilíbrio e saciedade após as refeições.