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O crescimento recorde da ovodoação em 2025 mostra que o sonho de ser mãe está encontrando novos e modernos caminhos
Foto: Reprodução

O crescimento recorde da ovodoação em 2025 mostra que o sonho de ser mãe está encontrando novos e modernos caminhos

O sonho de ser mãe, para muitas mulheres, encontra obstáculos biológicos que parecem intransponíveis. No entanto, o avanço da medicina reprodutiva tem mostrado que o caminho para a maternidade pode ser diferente do imaginado, mas igualmente pleno.

 

O número de tratamentos com ovodoação cresceu 27,8% entre 2024 e 2025, segundo dados do Grupo Huntington.Esse crescimento reflete uma transformação silenciosa de uma compreensão de que ser mãe deixa de estar associado exclusivamente ao DNA.

 

Ser mãe passa a ser entendido como um projeto construído pelo desejo, pela gestação e pelo cuidado diário. Para quem enfrenta a baixa reserva ovariana ou o início tardio do projeto reprodutivo, a ovodoação surge como uma ponte para realizar o sonho de gerar uma vida.A ovodoação é um tratamento de reprodução assistida no qual uma mulher recebe óvulos doados de forma voluntária e anônima.

 

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Esses gametas são fertilizados em laboratório e o embrião resultante é transferido para o útero da paciente, que vivencia toda a experiência da gravidez.O aumento na procura por esse método se deve, em grande parte, ao adiamento da maternidade.

 

Mulheres 30+ e 40+ são o público principal, mas a técnica também é indicada para:

 

Mulheres com falência ovariana precoce (menopausa precoce);

 

Chances de sucesso para ovodoação para tentantes acima dos 40 ano

Foto: Reprodução

 

Pacientes com histórico de tratamentos oncológicos (quimioterapia);

 

Mulheres com baixa reserva ovariana ou falhas sucessivas em FIVs anteriores.A maior barreira para a ovodoação ainda é emocional. A pergunta “o filho será realmente meu?” ecoa na mente de muitas tentantes. No entanto, o crescimento de quase 30% nos tratamentos mostra que esse tabu está sendo quebrado.

 

A parentalidade e a filiação não são aspectos meramente biológicos; o lugar que o filho ocupa na família é definido pelo desejo e pelo discurso dos pais.Um dos pontos mais fascinantes da ovodoação é como o vínculo se estabelece. Segundo especialistas do Grupo Huntington, a maternidade não começa no óvulo, mas na decisão de gerar e no desejo de cuidar.

 

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“A mulher que engravida por ovodoação vive todas as transformações hormonais, físicas e emocionais da gravidez. É esse processo que constrói o vínculo materno”, afirma Dra. Ana Paula Aquino, especialista em reprodução humana. 

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