Há 16 anos que o Brasileiro da Série A não tinha dois times com o mesmo número pontos no topo da classificação
Há 16 anos que o Brasileiro da Série A não tinha dois clubes com o mesmo número pontos no topo da classificação. O Flamengo fez 3 a 2 no Palmeiras, no Maracanã, reequilibrou a corrida pelo título e deixou com “cara de tacho” os que passaram a semana dizendo que o campeonato havia sido manchado de verde em função dos erros de arbitragem em favor do clube paulista.
Se foi questão estratégica, deu certo e é justo que os paulistas agora se sintam prejudicados com um pênalti não marcado aos 2 minutos. A CBF tem o dever de garantir que o título de 2025 será decidido no campo e bola. E para isso precisa mostrar que não irá tolerar pressões infantis.
A aplicação dos homens de frente nos duelos individuais para a retomada de bola foi crucial na vitória do Flamengo. Ponto para Filipe Luís, repetitivo na narrativa para justificar os motivos que o fazem levar a campo jogadores mais bem condicionados, e não, simplesmente, os preferidos dos torcedores. O técnico rubro-negro deve estar da “alma lavada” com a ótima atuação de Pedro — genial na articulação do gol de Arrascaeta, que abriu o placar; decisivo na finalização que deixou o time ainda em mais vantagem; e inteligente no lance que originou o pênalti convertido por Jorginho no segundo gol.
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Porque, entre tantas virtudes, o diferencial do time de Filipe Luís é mesmo a intensidade empregada na retomada da bola. O Palmeiras fez 30 minutos de ótimo futebol, mas sucumbiu justamente por essa aplicação que por vezes afasta Pedro do 11 inicial. As interpretações do árbitro Wilton Pereira Sampaio, ontem contrária aos interesses do time de Abel Ferreira, afetou o emocional dos jogadores, e a vitória do Flamengo no campo & bola veio de suas maior eficácia.
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Com tantos problemas médicos para escalar um time competitivo, o criticado David Ancelotti obteve a única vitória de um visitante nos sete jogos do final de semana válidos pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Um belo feito. Mostra que apesar dos erros no planejamento de John Textor e dos acasos imponderáveis, o jovem treinador consegue manter o time entre os seis primeiros. E isso não é pouco em temporada tão acidentada. O Botafogo de 2025 não é como aquele de 2024, mas pode servir de base para um time mais ousado em 2026.
Fonte: Extra