Na semana do julgamento por trama golpista, relembre a lista (não exaustiva) de atos do ex-presidente contra o clima, as florestas e os povos indígenas
Não foi só a democracia que Jair Messias Bolsonaro tentou destruir. O ex-presidente, que está sendo julgado nesta semana e na próxima no Supremo Tribunal Federal por cinco crimes, inclusive tentativa de golpe de Estado, dedicou os quatro anos de sua administração a desmontar a governança socioambiental brasileira e a atacar os povos indígenas e outras comunidades tradicionais. Nisto, infelizmente, ele foi bem-sucedido.
Bolsonaro deixou o Palácio do Planalto com o maior aumento relativo no desmatamento da Amazônia em um único mandato presidencial desde o início das medições: 60%; com um número recorde de invasões de terras indígenas, incluindo a maior onda garimpeira vista em 40 anos na terra Yanomami, o que causou uma crise sanitária grave naquele povo; com centenas de quilômetros de rios destruídos por uma epidemia de garimpo na Amazônia; e com o Brasil minando os esforços internacionais de combate à mudança do clima.
Se apenas alguns dos atos e das omissões dolosas do ex-presidente que serão listados abaixo pudessem ser individualizados e atribuídos a ele, Bolsonaro poderia pegar uns bons dez anos a mais de cana.
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Mas o prejuízo para os povos indígenas, para os nossos biomas e para o planeta dos quatro anos do pior presidente da nossa história transcende o STF: o ex-capitão ainda aguarda julgamento por incentivo ao genocídio no Tribunal Penal Internacional.
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E, em 2021, a ONG AllRise enviou ao TPI um comunicado para que Bolsonaro pudesse ser julgado também por crimes contra a humanidade pela destruição da Amazônia. A comunicação teve apoio do OC. Relembre abaixo a lista (de forma alguma exaustiva) das ações antiambientais e anti-indígenas do réu Jair.
Fonte: O Eco