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O que a sua mordida pode revelar sobre sua postura? Entenda a relação
Foto: Reprodução

Alterações diretas na mordida, causa desalinhamento dos dentes e força o paciente a projetar a cabeça para a frente

A forma como os dentes superiores e inferiores se encaixam exerce um papel que vai muito além da mastigação: ela pode ser a chave para entender dores crônicas e desvios na postura corporal. Isso porque, alterações na mordida interferem diretamente na posição da cabeça e na musculatura do pescoço.

 

Em um cenário onde as dores nas costas lideram os motivos de afastamento do trabalho — situação frequentemente associada ao sedentarismo e ao uso de telas —, o desalinhamento da mordida surge como um fator agravante ainda pouco explorado.

 

Segundo o cirurgião-dentista André Girotto, pequenas assimetrias na ativação muscular da mandíbula fazem com que o organismo reposicione sutilmente a cabeça e a região cervical para manter a estabilidade.

 

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"Quando a mordida distribui força de forma desigual, a musculatura responde tentando equilibrar o sistema. Com o tempo, essa adaptação pode gerar tensão na região cervical", explica o especialista.

 

 

RAIZ DO PROBLEMA PODE ESTAR NA RESPIRAÇÃO


Mas o que leva a essas alterações na mordida e no posicionamento craniocervical? A resposta, muitas vezes, começa ainda na infância, impulsionada por um hábito que afeta toda a estrutura da face: respirar pela boca.

 

O otorrinolaringologista Thiago Brunelli explica que a respiração nasal é a correta pois mantém a língua apoiada no céu da boca, favorecendo o desenvolvimento harmônico do rosto.

 

No entanto, quando a criança passa a respirar pela boca devido a alergias, desvio de septo ou aumento de carne esponjosa, a posição da língua se altera, o que impacta o crescimento do palato e o alinhamento da face.

 

É neste ponto que os dois problemas se encontram: o médico alerta que a respiração bucal traz alterações diretas na mordida, causa desalinhamento dos dentes e força o paciente a projetar a cabeça para a frente para facilitar a passagem do ar.

 

Essa mudança corporal compensatória na infância é exatamente o gatilho para os desequilíbrios na região cervical e na a articulação que conecta a mandíbula ao osso temporal do crânio, localizada em frente às orelhas que geram dores ao longo da vida.

 

 

IMPACTOS NA VIDA ADULTA


Além das mudanças na estrutura do rosto, que por sua vez pode se tornar mais alongado e com lábios entreabertos, a respiração oral prejudica a defesa do organismo, já que o nariz deixa de filtrar e aquecer o ar.

 

Como consequência, tanto crianças quanto adultos podem sofrer com sono agitado, ronco, fadiga frequente e boca seca. Nos adultos, embora a estrutura óssea já esteja consolidada, os prejuízos à qualidade do sono e à postura permanecem.

 

Para tratar essas disfunções de forma integrada e menos invasiva, a área da saúde tem buscado soluções conjuntas: nos consultórios odontológicos, por exemplo, o uso de aparelhos dentários personalizados tem ajudado a promover uma ativação muscular mais simétrica da mastigação, reduzindo as sobrecargas que irradiam para o pescoço e aliviando desconfortos posturais.

 

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Contudo, para evitar problemas no desenvolvimento, os especialistas recomendam que os pais observem precocemente se as crianças dormem de boca aberta ou roncam. Afinal, quanto mais cedo as causas da respiração bucal e dos desvios de mordida forem diagnosticadas, maiores serão as chances de evitar dores crônicas. 

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