Há prós e contras para a sua saúde quando você optar por não vestir calcinha ou cueca!
O uso de roupas íntimas pela humanidade não é novo. Na verdade, há registros de que, na Antiguidade, já se fazia uso de algumas peças —diferentes do que vemos hoje, é verdade— para proteger as partes íntimas.
Sabe-se, por exemplo, que Rei Tutankamon, do Egito, foi enterrado com 145 peças íntimas muito semelhantes ao modelo de cueca boxer atual. Já as mulheres também usavam uma espécie de tanga feita de linho na Antiguidade.
A calcinha como conhecemos só foi se firmar de fato por volta de 1550, quando a então esposa do rei Henrique II da França, Catarina de Médici, lançou moda ao usar uma proteção para suas partes íntimas que a permitisse montar em seu cavalo de lado sem entregar uma visão indiscreta da sua vulva.
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O longo dos anos, o acessório foi evoluindo e se tornou também um símbolo de sexualidade —e até de opressão. Um estudo de 2006, por exemplo, mostrou que mulheres se esforçam e passam um bom tempo escolhendo a melhor roupa íntima para cada ocasião.
Há ainda as peças —nem sempre confortáveis— que servem para modelar o corpo feminino, escondendo ou disfarçando gordurinhas, escondendo a barriga, aumentando o bumbum e por aí vai.
A resposta correta é: depende. "Isso depende de preferências pessoais e de fatores de saúde", pondera Flávio Costa, médico da área de ginecologia e obstetrícia do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, que atua na unidade de Largo do Tanque, em Salvador, na Bahia.

Foto: Reprodução
De acordo com ele, o uso da calcinha pode fornecer suporte e proteção para a mulher, deixando-a mais segura no dia a dia. "Por outro lado, ficar sem o item permite maior ventilação na área íntima, o que reduz a umidade e pode ser benéfico para a saúde vaginal", afirma.
Isso ocorre porque o excesso de umidade e a falta de ventilação criam um ambiente perfeito para a proliferação de fungos e bactérias que provocam infecções nas mulheres. Por isso, a maioria dos médicos recomenda que a mulher fique, sim, um período do dia sem usar calcinha.
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Uma forma de fazer isso sem comprometer o conforto da rotina é deixar de usar o item apenas na hora de dormir. "É o melhor momento para ficar sem calcinha", opina Altamiro Ribeiro Dias Jr., chefe do Departamento de Ginecologia do Hospital Santa Paula, em São Paulo. Segundo ele, esse hábito já é suficiente para ajudar na prevenção de infecções vaginais e urinárias na mulher.
Fonte: Uol