Petista decidiu conceder entrevista à Record, exibida no horário do debate, enquanto senador cancelou agenda pública
Líderes nas pesquisas de intenção de voto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) decidiram não ir ao primeiro debate dos candidatos à Presidência da República, transmitido neste domingo pela Band, onde tornaram-se os principais alvos de Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Em busca do quarto mandato, Lula decidiu conceder, mais cedo, uma entrevista à Record, que foi exibida às 20h30, no horário em que aconteceu o debate na Band. O mandatário criticou candidatos à Presidência que tentam "lacrar na internet" e disse que vai anunciar, na próxima quarta-feira, o fim da chamada "taxa das blusinhas" junto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O chefe do Executivo também abordou a relação com o presidente americano, Donald Trump, classificando-a como "civilizada", mas criticando a postura do segundo escalão do governo, que teria tomado "atitudes impensáveis" contra o Brasil. No resto do dia, Lula ficou sem agenda pública.
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A campanha do presidente já havia indicado a ausência no debate, citando a insatisfação com o convite feito a Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que não precisariam ter sido chamados pelas regras eleitorais e pertencem a campos políticos distintos do de Lula, fortalecendo a oposição ao petista.
No outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro, principal oponente do presidente, segundo as pesquisas eleitorais, indicou justamente a ausência de Lula como a razão para também deixar de ir ao debate.
Na noite de sábado, o senador esteve na Festa do Peão de Barretos com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. Para este domingo, havia a expectativa de que ele participasse da inauguração da Casa Bolsonaro, em Ribeirão Preto (SP), e de um evento com a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), em Brasília.
No entanto, Flávio Bolsonaro cancelou a agenda pública. No fim do dia, próximo ao horário do debate, publicou nas redes sociais um vídeo em que diz que “quer debater sim”, mas “com quem está destruindo o Brasil”, fazendo críticas ao presidente Lula e mencionando as investigações da Polícia Federal contra seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Mesmo com a ausência, os líderes das pesquisas foram os principais alvos no debate. Renan Santos chegou a classificar os dois como “covardes e canalhas”, enquanto Ronaldo Caiado disse que, enquanto Flávio Bolsonaro tem o “Dark Horse, Lula tem o ‘Dark Lobby’”.
Para esta segunda-feira, segundo a agenda pública, Lula vai receber, às 10h, seu novo chefe de gabinete, Oswaldo Malatesta, no Palácio da Alvorada. Depois, das 14h40 às 16h, no Palácio do Planalto, o presidente vai se reunir com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de participar de uma reunião sobre o Contrata+Brasil.
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Já Flávio Bolsonaro vai participar de uma visita à reunião da Diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), às 18h, e do evento Veja Premiação TOP30 - As Melhores Empresas do Brasil, no Palácio Tangará, em São Paulo, às 19h45.