Gianni Infantino revelou plano para vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo por meio de subsidiária. Transação ficaria a comando da família Kushner, que tem laços familiares com o presidente dos EUA
A proposta da FIFA de vender parte da participação comercial de suas principais competições para investidores privados abriu uma crise com o futebol europeu e colocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no centro do debate. A ligação ocorre pela aproximação entre a entidade comandada por Gianni Infantino e interesses empresariais norte-americanos.
O plano prevê a criação de uma nova estrutura comercial, chamada FIFA Forward Enterprise, avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, com a venda de uma fatia de aproximadamente 20% para investidores privados. A proposta provocou reação imediata da UEFA, que reúne as federações europeias, sob o argumento de que a medida poderia transformar competições como a Copa do Mundo em um produto controlado por interesses financeiros.
A relação com Trump aparece principalmente pela influência política e econômica dos Estados Unidos no projeto. O país sediou a Copa do Mundo de 2026 ao lado de Canadá e México e tem recebido aproximações da FIFA em busca de expansão comercial, especialmente com empresas e investidores americanos. Críticos também lembram episódios recentes em que Trump demonstrou proximidade com Infantino, como quando pediu uma revisão da punição aplicada ao jogador americano Folarin Balogun durante o Mundial.
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O movimento aumentou a tensão entre a FIFA e as entidades europeias. A UEFA afirma que não foi consultada adequadamente sobre a proposta e que a venda de participação poderia comprometer a autonomia do futebol mundial. As 55 federações europeias chegaram a aprovar uma ameaça de boicote a competições da FIFA caso o plano avance.
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de 2025 (Foto: SAUL LOEB / AFP)
A FIFA, por sua vez, defende que a parceria com investidores privados permitiria aumentar receitas e distribuir mais recursos entre suas 211 associações filiadas. A entidade afirma que o objetivo é ampliar investimentos no desenvolvimento do futebol, enquanto os críticos temem uma mudança no modelo de gestão do esporte.
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A disputa expõe uma briga maior pelo futuro do futebol: de um lado, a FIFA buscando novas fontes de dinheiro e expansão global; de outro, federações europeias tentando impedir que o principal torneio do planeta seja submetido a uma lógica semelhante à de grandes negócios privados.