Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, um dos maiores da capital amazonense, carrega mais do que serviços de saúde. Seu nome é uma homenagem a uma data histórica para o Brasil: 28 de agosto de 1979, quando foi sancionada a Lei da Anistia.
A Lei da Anistia, sancionada pelo então presidente João Figueiredo, marcou o retorno à liberdade de milhares de brasileiros perseguidos pela ditadura militar (1964–1985). Presos políticos foram libertados e cidadãos exilados puderam retornar ao país, abrindo caminho para a redemocratização, as eleições diretas e, posteriormente, a Constituição de 1988.
No Amazonas, a data teve um significado especial. O ex-governador Gilberto Mestrinho, que havia sido preso e afastado da vida política pelo regime militar, foi um dos beneficiados pela anistia. Com o retorno, Mestrinho pôde reconstruir sua trajetória política, sendo eleito novamente governador nos anos 1980 e, mais tarde, senador pelo estado.
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O hospital, inaugurado em 1986, recebeu o nome de Hospital 28 de Agosto como forma de eternizar essa data simbólica. Mais do que um espaço de saúde, o local representa liberdade, resistência e memória histórica. Para os amazonenses, o nome é um lembrete constante da importância da democracia e da luta contra a perseguição política.

Hospital 28 de agosto entre os anos 80/90, inaugurado
pelo governador da época Gilberto Mestrinho
Toda vez que se fala no Hospital 28 de Agosto, está-se lembrando não apenas de um serviço de saúde essencial, mas também de um capítulo fundamental da história política do Brasil e do Amazonas, marcado pela esperança, pela liberdade e pelo retorno de líderes como Gilberto Mestrinho.
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Gilberto Mestrinho, Boto Navegador
(Fotos: Reprodução)