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O surfe brasileiro nos anos 80: pioneiros antes da geração Medina
Foto: Jeremy Bishop na Unsplash

A Brazilian Storm domina as competições da modalidade, com nomes lendários ainda em atividade, como Gabriel Medina

O surfe nasceu nas antigas culturas polinésias, mas explodiu no século XX, principalmente com o havaiano Duke Kahanamoku. O esporte ganhou forma moderna e rapidamente se espalhou pelos Estados Unidos e pela Austrália, tornando-se uma prática esportiva e cultural de alcance mundial.

 

Atualmente, essa paixão se traduz em diversas formas de interação, incluindo as apostas esportivas online, que aproximam os fãs do universo das competições com mais intensidade. Jogue com responsabilidade.

 

Duke Kahanamoku foi medalhista olímpico de natação (1912 e 1920) e teve papel fundamental na difusão do esporte pelo mundo. Em suas exibições pela Califórnia, Austrália e Europa (a partir de 1915), Duke demonstrou elegância sobre pesadas pranchas de madeira, expandindo o alcance de uma prática até então local.

 

Já nos anos 1950 e 1960, a explosão da ‘surf culture’ na Califórnia — impulsionada pelo cinema, pela música, por revistas especializadas e pela popularização de novos materiais como a espuma de poliuretano e a fibra de vidro, consolidou o esporte como fenômeno global.

 

No fim dos anos 1960, a ‘shortboard revolution’ encurtou as pranchas, as manobras se tornaram mais radicais e o surfe competitivo tomou forma, culminando no circuito mundial profissional, que se consolidou a partir de meados das décadas de 1970 e 1980.

 

Início do surfe no Brasil

 

No Brasil, a modalidade começou a ganhar reconhecimento nos anos 1990, com os primeiros campeonatos e atletas de destaque surgindo, mas a prática chegou ao país bem antes.

 

As primeiras experiências de surfe no Brasil ocorreram no fim dos anos 1930, em Santos (SP), com pranchas de madeira inspiradas em imagens e relatos estrangeiros. Nas décadas seguintes, o Rio de Janeiro, especialmente o Arpoador, virou sinônimo de iniciação.

 

Entre as décadas de 1960 e 1970, surgiram os primeiros clubes e shapers brasileiros, com nomes que se tornariam referência na fabricação artesanal de pranchas e na construção de uma cena própria.

 

Explosão do surfe brasileiro

 

O Brasil entrou de vez para a prateleira dos grandes nomes do surfe em 2014, com Gabriel Medina. Ele se tornou o primeiro brasileiro campeão da WSL, levando o país até um momento mágico e inesquecível.

 

Desde então, surgiu a Brazilian Storm, a ‘Tempestade Brasileira’, dominando a categoria. O nome é frequentemente utilizado pela mídia internacional para descrever a ascensão meteórica de surfistas no Brasil.

 

Após o primeiro título de Medina, que já conquistou mais dois, o Brasil perdeu apenas três disputas de Campeonato Mundial, somando oito títulos, números incríveis. Os campeões pelo país são: Gabriel Medina (2014, 2018 e 2021), Adriano de Souza (2015), Ítalo Ferreira (2019), Filipe Toledo (2022 e 2023) e Yago Dora (2025).

 

Vale destacar que, além do Campeonato Mundial, o surfe agora também é um esporte olímpico, e o Brasil já conta com três medalhas em duas edições. Em Tóquio 2020, Ítalo Ferreira foi o campeão das Olímpiadas.

 

Em Paris, Tatiana Weston-Webb e Gabriel Medina conquistaram as medalhas de prata e bronze, respectivamente, mantendo o país entre os principais destaques.

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