Entidade afirma que ação violou prerrogativas da advocacia e cobra investigação
A prisão da advogada Áricka Cunha, realizada dentro de seu próprio escritório em Pirenópolis (GO), gerou forte repercussão e levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a se manifestar contra a forma como a ação foi conduzida.
O presidente da OAB, Beto Simonetti, classificou a condução da profissional como incompatível com a ordem jurídica. Segundo ele, o episódio pode configurar abuso de autoridade e representa uma violação das prerrogativas garantidas pelo Estatuto da Advocacia. Ele ressaltou que o exercício da profissão não admite medidas arbitrárias ou constrangimentos ilegais.
Na mesma linha, o presidente da OAB de Goiás, Rafael Lara Martins, afirmou que acompanhou o caso e prestou assistência à advogada. Para ele, a atitude do delegado foi desrespeitosa e ilegal, destacando que a conduta precisa ser apurada pelos órgãos competentes.
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De acordo com Áricka Cunha, a prisão ocorreu após ela divulgar nas redes sociais que uma denúncia de difamação apresentada por ela havia sido arquivada. A advogada criticou o episódio e afirmou que buscará as medidas judiciais cabíveis.
A Polícia Civil de Goiás informou que o caso foi encaminhado à Gerência de Correições e Disciplina, responsável por investigar possíveis irregularidades. Já o delegado envolvido, Christian Zilmon Mata dos Santos, afirmou que a detenção foi motivada por publicações que, segundo ele, teriam ultrapassado o direito de crítica e atingido sua honra pessoal.
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A advogada foi liberada ainda no mesmo dia, após pagamento de fiança de R$ 10 mil. O caso segue em apuração e reacende o debate sobre limites da atuação policial e garantias legais da advocacia.