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Obcecada por pescador, mulher matou mãe e filhas envenenadas
Foto: Reprodução

A mulher vai a júri popular em outubro de 2026

A morte de uma mãe e de suas duas filhas, registrada em 2018 no distrito de Nagé, em Maragogipe, no Recôncavo Baiano, permanece como um dos casos criminais mais marcantes da região. As vítimas morreram em um intervalo de apenas duas semanas, em circunstâncias semelhantes, levando a Polícia Civil a investigar a hipótese de envenenamento.

 

A primeira vítima foi Gleysse Kelly, de 5 anos, que morreu em 30 de julho após apresentar sintomas como salivação intensa e hiperglicemia. Uma semana depois, em 6 de agosto, a irmã mais nova, Ruteh, de 2 anos, também passou mal repentinamente e morreu no mesmo dia. Em 13 de agosto, a mãe das crianças, a marisqueira Adriane Ribeiro Santos, de 23 anos, apresentou sintomas semelhantes, incluindo excesso de secreção na boca, suor intenso e fraqueza, mas não resistiu após ser levada para atendimento médico.

 

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A sequência das mortes chamou a atenção das autoridades, que passaram a investigar uma possível intoxicação criminosa. Familiares relataram que as vítimas não eram diabéticas, apesar de medicamentos para a doença terem sido encontrados na residência. A morte do cachorro da família, dias antes das ocorrências, também passou a integrar a linha investigativa.

 

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Os primeiros exames toxicológicos não apontaram a causa das mortes, levando à exumação dos corpos em setembro de 2018 e à realização de novas perícias. Durante a investigação, surgiram os nomes de Elisângela Almeida de Oliveira e de seu marido, Valci Boaventura Soares, que frequentavam a mesma igreja da família.

 

Segundo o inquérito policial, Elisângela mantinha uma relação de proximidade com Adriane e teria desenvolvido uma obsessão por Jefferson Eduardo Brandão, marido da vítima. Testemunhas afirmaram que ela participava da rotina da família e chegou a oferecer alimentos e bebidas às vítimas pouco antes das mortes, incluindo um copo de chocolate consumido por Adriane no dia em que passou mal.

 

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Em outubro de 2018, o casal foi preso temporariamente durante o avanço das investigações. Posteriormente, Valci Boaventura Soares foi colocado em liberdade por falta de provas suficientes. Já a investigação apontou Elisângela como principal suspeita, atribuindo como possível motivação o interesse em ocupar o lugar de Adriane ao lado de Jefferson.

 

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O caso ganhou repercussão nacional pela sucessão das mortes, pelas suspeitas de envenenamento e pela complexidade das investigações, tornando-se um dos episódios criminais de maior impacto registrados em Maragogipe.

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