Oleaginosa ganha destaque em estudos por favorecer saciedade, estabilidade glicêmica e menor vontade por doces e ultraprocessados
Escolhas simples no dia a dia, como o tipo de lanche consumido entre as refeições, podem influenciar diretamente o controle do apetite. Pesquisas recentes indicam que as nozes, quando consumidas regularmente, ajudam a reduzir os chamados cravings — desejos intensos por doces e alimentos ultraprocessados — ao promover maior saciedade e equilíbrio metabólico.
O efeito da oleaginosa na saciedade chama atenção especialmente em pessoas com maior instabilidade glicêmica, como adultos mais velhos e indivíduos com resistência à insulina.
Lanches ricos em carboidratos refinados costumam provocar picos rápidos de glicose e insulina, seguidos por quedas bruscas que estimulam a fome. Segundo ela, as nozes atuam de forma diferente justamente por combinarem gorduras boas, proteínas e fibras, o que resulta em digestão mais lenta e maior estabilidade glicêmica.
Veja também

Entenda como jejuns prolongados podem alterar metabolismo e humor
Ao manter níveis de açúcar no sangue mais estáveis ao longo do dia, as nozes reduzem a ativação de áreas do cérebro associadas à busca imediata por energia. Ela acrescenta que o consumo regular também parece modular circuitos cerebrais ligados à recompensa e à compulsão alimentar.

Foto: Reprodução
As nozes são fontes de gorduras mono e poli-insaturadas, especialmente ômega-3, além de proteínas, fibras, magnésio e compostos antioxidantes. De acordo com Juliana, esse conjunto nutricional atua em diferentes frentes. Estudos sugerem que pessoas mais velhas e indivíduos com resistência à insulina ou pré-diabetes tendem a se beneficiar ainda mais do consumo de nozes como lanche.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
As pesquisas que avaliaram esse efeito costumam ter duração entre quatro e oito semanas. Durante esse período, foi observada redução significativa dos desejos alimentares. A redução dos cravings não ocorre apenas por maior saciedade. Há envolvimento de mecanismos hormonais e metabólicos.
Fonte: Nexo